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Sábado, 16 Dez 2017
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POLÍTICA
REGIÃO ESPERA (E DESESPERA) POR RESPOSTAS NA ÁREA DA SAÚDE
Rádio Cova da Beira
Vítor Pereira diz que há muitos lobbies a travar a criação da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira. Há um ano que o grupo de trabalho, criado sob proposta do ministério da saúde para estudar essa possibilidade, entregou o relatório final à tutela propondo a criação na região de uma Unidade Local de Saúde Universitária, que, a concretizar-se, seria a primeira do país com estas características.
Por Paula Brito em 07 de Dec de 2017
 

O tema não é novo, mas foi introduzido na última reunião privada do executivo covilhanense pelo vereador do CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes.

“Esclarecermos de uma vez se vamos ter ou não vamos ter uma ULS na Cova da Beira e instar o presidente da câmara para que tenha uma posição proactiva em Lisboa para que isso possa suceder e não continuar a ser uma mera conversa de corredor que não nos leva a lado nenhum”.

Na resposta o presidente da câmara da Covilhã admite a complexidade do tema que também o governo de coligação PSD/CDS teve em mãos sem ter tomado qualquer decisão.

“Eu começava por observar que o Sr. vereador foi governante no último governo que teve a possibilidade de criar a ULS com essa energia e celeridade, mas a verdade é que, volvidos os anos da legislatura em que esse governo desempenhou funções, ULS nada, noves fora zero.” 

Vítor Pereira diz que os entraves são muitos, a começar pela região.

“A Covilhã tem uma centralidade e uma importância no domínio da saúde que não tem par nem na ULS da Guarda nem na ULS de Castelo Branco, e que isso lhes causa alguns incómodos, mas a verdade é que nós não podemos ver isto de forma umbilical mas sim de forma transversal. A região só tem a beneficiar reconhecendo o protagonismo que o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) tem na nossa região.”  

Mas o maior lobby de pressão contra a criação desta Unidade Local de Saúde e de outros serviços, como a medicina nuclear no hospital do Fundão ou a unidade de hemodinâmica no hospital Pêro da Covilhã, tem sido a Administração Regional de Saúde do Centro.

“Temos que dizê-lo com todas as letras que existem lobbies e Coimbra é o lobby mais forte, em Coimbra se pudessem ficar com tudo não nos davam nada aqui para o interior, é o costume.”

Vítor Pereira diz que tem estado a acompanhar o processo e intervindo junto do governo, nomeadamente do secretário de estado da tutela, mas a conversa não é animadora.

“Uma conversa muito evasiva, tecnicamente muito densa, para, no fundo, baralhar e dar de novo que é não dar nada. Não nos calaremos, ninguém nos calará, seja qual for o governo, neste domínio.”

Recorde-se que em Janeiro último, na região, o secretário de estado da saúde, Manuel Delgado, respondia aos jornalistas que a unidade de medicina nuclear no hospital do Fundão era um projecto ainda em estudo, a unidade de hemodinâmica no hospital Pêro da Covilhã ainda estava a ser estudada e a criação de uma ULS universitária na Cova da Beira “não está de forma nenhuma decidida”, referiu o governante sobre o novo modelo de gestão da saúde na região que pretende juntar os cuidados de saúde hospitalares (CHCB) aos cuidados de saúde primários (Centros de saúde de Covilhã, Fundão e Belmonte).

Recorde-se que também na última reunião pública do executivo fundanense o presidente da câmara do Fundão pediu uma definição à tutela de quem aguarda há meio ano pela marcação de uma reunião.


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