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Sábado, 16 Dez 2017
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POLÍTICA
“A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA JUNTA É DRAMÁTICA”
Rádio Cova da Beira
O novo executivo da junta da União de Freguesias de Vale Formoso e Aldeia de Souto (Covilhã), resultante das eleições do passado dia 1 de Outubro, já esperava encontrar alguns problemas financeiros na autarquia, fruto de algumas informações que possuía, “mas a realidade supera tudo o que era expectável”, refere à RCB o presidente da junta. São mais de 66 mil euros de dívida que transita do anterior mandato.
Por Paulo Pinheiro em 06 de Dec de 2017

No último domingo, no decorrer de uma assembleia de freguesia extraordinária, que se realizou no edifício da União em Aldeia de Souto, os três elementos do executivo deram a conhecer publicamente à população “a pesada herança” encontrada. Os novos autarcas mostraram um dossier com facturas que não constam da contabilidade da autarquia, ou seja, “dívidas não liquidadas”. Pagas foram, ainda em Outubro, todas as compensações financeiras aos elementos da anterior junta, facto sublinhado pelos novos elementos.

Coube ao presidente da junta, que desde cedo avisou que não estava ali para dizer mal de ninguém, mas para esclarecer os fregueses do ponto de partida do actual mandato, informar das dívidas existentes. No rol estão numerários avultados à ADC (cerca e 3.300 euros), a empresas, 20 mil euros por liquidar no processo da compra dos terrenos do Raimundo (que a junta tinha dado de sinal 15 mil euros, mas falta o restante montante), uma conta na Caixa de Crédito negativa, entre muitas outras.

Pelo menos três processos em Tribunal e outras ameaças levam o presidente da União, Daniel Tavares, a classificar a situação de dramática

“Ficou aqui demostrado que é uma situação dramática. Vai ser um trabalho muito difícil para resolver todas estas situações. Está muito acima do que esperávamos encontrar. Tínhamos consciência de que encontraríamos graves dificuldades, mas a actual situação supera tudo. Dos 20 mil euros que o anterior presidente da junta nos informou que existia de dívida deparamos agora com mais de 66 mil. Ter uma herança deste calibre não tem lógica nenhuma”.

 

Em declarações à RCB, Daniel Tavares receia que os problemas venham ainda a ser avolumados

“Acho que a situação não vai ficar por aqui. Quase todas as semanas surge um problema novo, uma nova dívida, um novo caso… acredito que ainda vai aumentar”, refere.

De acordo com o autarca, acresce a isto o facto de existirem três processos em Tribunal por não pagamento (Tecnat, Fontes Neves Advogados e uma empresa de informática) e outras que já informaram “que se não pagarmos avançam para contencioso. Vamos pedir às pessoas que tenham alguma calma apesar de compreendermos a situação”.

 

Para o presidente da junta de freguesia da União “há pelo menos aqui má gestão” quanto a outros contornos “só o tempo nos vai dizer”. Quem também pretende apurar todo actual cenário financeiro da junta é o presidente da assembleia de freguesia. Luís Matias não tem dúvidas que no anterior mandato existiu gestão danosa e defende a realização de auditoria externa às contas da autarquia

“Porque a actual situação financeira é tão grave que vai paralisar o executivo durante o mandato. E apesar de a junta estar a efectuar o apuramento interno muitas pessoas me têm referido a necessidade de fazer uma auditoria para se ficar a saber a dívida total. Houve gestão danosa, não tenho dúvidas disso”.

 

Para além dos membros da junta e da assembleia, várias pessoas presentes na assembleia de freguesia usaram da palavra para questionar o executivo sobre vários assuntos e todos sublinharam a presença da população “algo que deve continuar” disse o presidente do órgão.

Os anteriores membros da junta foram convidados a estarem presentes para poderem dar explicações sobre alguns temas, mas ninguém compareceu.

A junta de freguesia espera pela deslocação à União de técnicos da CCDR Centro afim de obterem informações quanto aos procedimentos a seguir e dos contactos mantidos com a CMC ficou a saber que não existe nenhuma obra protocolada.

Para 2018, o arranjo do muro da piscina, em Aldeia de Souto, que está encerrada e a conclusão do auditório em Vale Formoso são as prioridades estabelecidas entre o executivo da União de Freguesias de Vale Formoso e Aldeia de Souto e Câmara Municipal da Covilhã. 


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