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Sábado, 16 Dez 2017
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POLÍTICA
PS REPROVA REVISÃO ORÇAMENTAL E DEIXA JUNTA DO FUNDÃO "PARADA"
Rádio Cova da Beira
A acusação é de Malícia Trindade, depois da bancada do Partido Socialista, na assembleia de freguesia extraordinária, ter chumbado a revisão orçamental que previa a transição do saldo de cerca de 130 mil euros de 2016 para 2017. Em causa está, entre outros, o pagamento dos salários de Dezembro e subsídio de Natal aos funcionários.
Por Paula Brito em 05 de Dec de 2017

O presidente da União de freguesias do Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo diz que se trata de um acto meramente administrativo, uma vez que a junta tem o dinheiro, mas com este chumbo deixou de ter cabimentação no orçamento para o poder utilizar.

“O problema aqui não é falta de dinheiro, nem dívidas, nós temos 130 mil euros que nos dá uma almofada para honrar os nossos compromissos, não temos é cabimento no orçamento.”

Segundo o autarca o chumbo da revisão deixa a junta parada durante o mês de Dezembro. Malícia Trindade acusa o PS de boicote e explica as consequências desta votação.

“O que o PS fez foi bloquear, boicotar, todo o funcionamento da junta de freguesia, porque não vamos poder pagar salários, subsídios de férias, gasóleo, vamos ter que dizer aos funcionários para pararem, não pagar água, luz, telefone, comunicações, seguros, fornecedores, segurança social, caixa geral de aposentações”.

A bancada DAR na assembleia de freguesia fala em atitude irresponsável do Partido Socialista e acusa o presidente da assembleia de intolerância quando não aceitou a justificação de falta de Graciosa Ferreira e a sua substituição por outro elemento da lista DAR.

“Havia um acordo entre as bancadas anteriores que cada vez que não poderia estar um dos seus elementos se comunicar ao elemento seguinte para estar presente para que a assembleia tivesse sempre o máximo da sua representatividade, ou seja, 13 elementos, contrariamente ao entendimento que o Sr. presidente da assembleia demonstrou aqui intransigentemente que prefere ter menos membros do que ter a sua assembleia a funcionar em pleno.”

O presidente da assembleia de freguesia, José Luís Gadanho, decidiu não aceitar a substituição de Graciosa Ferreira por não lhe ter sido dirigida a justificação e considerou uma “arrogância e prepotência” o aparecimento de um elemento da lista DAR em sua substituição.

“Não são os elementos da DAR que convocam o Sr. Vítor Sousa que tomou posse no cargo abusivamente porque não foi convocado pelo presidente da assembleia, a lei não diz isso e eu vou seguir a lei intransigentemente, nós estamos aqui para dar transparência à união de freguesias, queremos representar as populações mas não a imporem-nos nada, a dizerem-nos o que temos que fazer, e não trabalhar com base no passado.”

Certo é que com menos um elemento na lista DAR, a revisão orçamental obteve seis votos a favor (cinco da lista DAR e um da CDU) e seis votos contra do Partido Socialista. Face ao empate, foi o presidente da assembleia de freguesia que utilizou o voto de qualidade e chumbou a revisão.

“Votámos contra porque há uma discrepância enormíssima em termos de verbas, há uma diferença de quase 30%, o presidente dos presidentes não é tão bom gestor como fez passar ao eleitorado, e nós não podemos estar de acordo com uma situação destas. O orçamento foi empolado e apesar das justificações que foram dadas nós só encontramos uma – eleitoralismo.”

José Luís Gadanho diz que o PS não se sente responsável pelas consequências do chumbo desta revisão orçamental e acusa Malícia Trindade de má gestão e de má fé uma vez que esta revisão poderia ter sido feita em Setembro antes das eleições autárquicas.

Já José Maria Isidoro, o único eleito da CDU na assembleia de freguesia, votou favoravelmente a revisão e reitera a ideia de que a CDU não tem acordo com ninguém e vota sempre de acordo com o seu entendimento dos temas. Neste caso a CDU nunca votaria contra uma situação que coloca em causa o pagamento de salários e a economia local.

“Porque a CDU tem um respeito enorme por quem trabalha, por quem vendeu os seus produtos à junta e está à espera do seu dinheiro, tem todo o respeito e consideração pelo pagamento ser feito à Caixa geral de aposentações cumprindo os seus deveres, foi por isso que a CDU votou a favor porque não queria ver os trabalhadores ficarem sem os salários e o 13,º mês.”

O eleito da CDU lamentou ainda o clima de grande crispação com que decorreu a  assembleia de freguesia extraordinária do Fundão.


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