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Sábado, 16 Dez 2017
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SOCIEDADE
LAR DA MISERICÓRDIA DO FUNDÃO REQUALIFICA-SE OU ENCERRA
Rádio Cova da Beira
O cenário foi traçado pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão no decorre da última assembleia geral, que aprovou por unanimidade o plano de actividades e orçamento provisional para 2018. Para o próximo ano, a instituição prevê um exercício positivo de 30 mil 190 euros: 6 milhões 177 mil euros de receitas e 6 milhões 147 mil euros de despesas.
Por Paulo Pinheiro em 05 de Dec de 2017

Apesar de apenas ter uma verba de 120 mil euros contemplada para investimos no próximo ano, facto que Jorge Colasso, um dos irmãos presentes, estranhou e que, entre outros assuntos, foi objectivo de pergunta, a mesa administrativa pretende avançar com a requalificação do lar da Misericórdia e com o edifício do antigo hospital. Em ambos os casos, os processo só avançam se a instituição conseguir a aprovação de candidaturas efectuadas ao Banco Europeu de Investimento (BEI) e ao fundo de investimento financeiro de reabilitação para a reabilitação urbana (IFRRU), assim como de uma outra linha ao BEI que a União das Misericórdias Portuguesas está a negociar. Jorge Gaspar assumiu o compromisso de, caso os projectos de maior volume financeiro serem aprovados, e se tal se justificar, submeter à assembleia geral uma proposta de orçamento rectificativo.

 

Para o provedor da SCMF, a requalificação do lar mais antigo da Misericórdia é uma necessidade. Jorge Gaspar foi claro: ou se requalifica ou fecha

"É um lar muito antigo com os problemas todos que lhe são inerentes, é uma estrutura onde temos quartos com quatro e cinco utentes, e só existe porque tem os anos que tem e os próprios acordos de cooperação acabam por lhe conferir a licença de utilização para o fim que o mesmo se destina, mas a realidade está a mudar, as exigências são cada vez maiores e actualmente as vagas são concedidas em concurso público e a qualidade será sempre um requisito e a Misericórdia não terá outra alternativa”, refere o responsável.

De acordo com o provedor, o projecto para a intervenção no lar está concluído. Estamos à espera que abram as candidaturas no âmbito do programa 2020, onde claramente não haverá muito dinheiro fala-se em 300 a 400 mil euros para cada equipamento, e depois pensamos conjugar isso com o financiamento, que não será afundo perdido, que está a ser negociado com o BEI, uma linha com taxas de juro na ordem dos 0,5%”, explica Jorge Gaspar. O custo da intervenção está estimado em um milhões de euros.

 

Outro dossier que a SCMF aguarda por desenvolvimentos é o do aumento de camas da Unidade de Cuidados Continuados de Saúde. No final da última assembleia geral, questionado pela RCB, Jorge Gaspar admite dificuldades encontradas na ARS Centro

“Temos debatido com muita resistência sobretudo na Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro. Existe uma comissão criada especialmente para os cuidados continuados (comissão nacional da rede de cuidados continuados integrados) a quem apresentámos o nosso projecto. Reunimos em Lisboa com o presidente desta estrutura que referiu estar identificada a necessidade do ampliar o número de camas e até agradeceu à Misericórdia da disponibilidade demonstrada para aumentar a unidade de cuidados continuados”, frisa.

 

Ainda de acordo com o provedor da SCMF, o presidente da comissão dos cuidados continuados de saúde colocou ainda em equação a SCMF avançar para a convalescença

“Coisa que, por exemplo, na ARS Centro nos diziam, contrariamente ao que se passa na realidade, que a convalescença só podia existir em ambiente hospitalar. Demos o exemplo de Idanha-a-Nova que contraria esse panorama. O presidente da comissão abriu-nos a porta para a convalescença e nós entendemos fazer todo o sentido. Vamos solicitar uma reunião ao Secretário de Estado da Saúde que tutela esta área para procurar agilizar este projecto, que nos parece vital para o Fundão e para a Cova da Beira”, defende Jorge Gaspar.

 

No capítulo dos investimentos, a SCMF propõe-se ainda avançar com a requalificação exterior do espaço envolvente ao Centro Comunitário Minas da Panasqueira, bem como com alguns projetos agrícolas, no âmbito de candidaturas que a Mesa Administrativa considere vantajosas para a Instituição. Igualmente importante é a consolidação do serviço de apoio domiciliário, através do alargamento de serviços e visitas domiciliárias, bem como a consolidação e melhoria da prestação de cuidados de saúde em todas as Estruturas Residenciais para Idosos.

Através da reorganização e reforço das equipas de saúde a SCMF já assegura cuidados médicos e de enfermagem nas cinco ERPI da instituição.

No decorre da assembleia geral, o provedor da SCMF informou a Irmandade que a dívida da Instituição a fornecedores foi recentemente reduzida em cerca de 550 mil euros,  “o que constitui motivo de grande satisfação”.


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