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Sexta, 15 Dez 2017
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POLÍTICA
"FALTA VONTADE POLÍTICA PARA REEQUILIBRAR O PAÍS"
Rádio Cova da Beira
Pedro Santana Lopes considera que tem faltado vontade política para desenvolver o interior e reequilibrar o país. O candidato à liderança do PSD assume ter muita vontade de concretizar este objectivo "e para seguir essa política que é o sonho de reequilibrar Portugal".
Por Paulo Pinheiro em 02 de Dec de 2017

Declarações de Santana Lopes à chegada à sede do PSD do Fundão onde participou num encontro com jovens sociais-democratas e à presentação da recandidatura dos actuais dirigentes da JSD do Fundão.

 

Questionado sobre que compromisso que assume com o Interior de Portugal, o candidato sublinha que "há muitos anos que tenho essa causa e é um dos principais desígnios que o país deve ter a par do crescimento económico" e recorda a sua intervenção no encerramento de umas jornadas parlamentares do PSD, que decorreram no Fundão, em 2010, em que o combate à desertificação foi o tema principal

 

“Não falo neste tema hoje. Sentir-me-ia muito mal se tivesse prioridades para o país agora só quando sou candidato. Só não digo que a defesa do interior do país é a principal porque o crescimento económico também é e as políticas sociais também, mas é um comprometimento muito forte com esse desígnio. Espero até 2025, no final da próxima legislatura, que os portugueses possam dizer que finalmente isto mudou no que respeita ao equilíbrio do território", frisou.

 

 

Pedro Santa Lopes defende a necessidade para as regiões do interior de uma política fiscal "muito atractiva, fixar empresas, deslocalizar serviços e que os novos serviços a criar seja aqui", lamentando que a nova empresa pública da gestão da floresta fique sediada em Lisboa, mas vê positivamente o facto de se começar a falar do tema e até, como admitiu recentemente Capoulas Santos, em entrevista à RR, a possibilidade do Ministério da Agricultura poder ficar fora de Lisboa ou outros serviços

 

"Ainda bem, porque em 2004 quando eu deslocalizei Secretarias de Estado foi considerado um capricho. Não é um capricho. É muito importante para o interior do país a fixação de empresas, serviços, famílias, população, qualificação de recursos, estas regiões já têm universidades, que são factores de desenvolvimento muito importantes, mas falta mais. Falta aqui investimento e ele só vem com competitividade e com condições de trabalho.

 

Para o ex-primeiro- ministro, a competitividade vem muito da política fiscal "se simplificarmos o licenciamento, ou seja, criar um quadro favorável ao investimento porque qualidade de vida aqui há, segurança aqui há, a distância de Lisboa é a mesma que de Lisboa aqui, boas comunicações também há falta é vontade política e essa a mim não me falta para seguir essa política que é um sonho de reequilibrar o território português ", declarou.

 

 

Questionado sobre a candidatura de Mário Centeno à presidência do Eurogrupo, o candidato à liderança do PSD afirmou que deve ser motivo de satisfação”, mas também de preocupação com as consequências no funcionamento do Ministério das Finanças.

 

“Parece-me bem para Portugal. Sempre que um português se candidata a um cargo de relevo nas instâncias internacionais, isso deve ser motivo de satisfação. Neste caso há uma preocupação conexa que é o modo como irá funcionar o Ministério das Finanças”, disse.

 

Na sessão com os jovens sociais-democratas intervieram Paulo Fernandes, presidente da CMF, Manuel Frexes, líder da distrital do PSD de Castelo Branco, Jen Barroca, presidente da concelhia do PSD do Fundão, e Cristiano Gaspar, líder da JSD Fundão, que se recandidata ao cargo.

 

 


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