RCB/TuneIn
Sexta, 15 Dez 2017
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
FUNDÃO APENAS RECEBE APOIOS DO PDR
Rádio Cova da Beira
O concelho não foi contemplado com as ajudas forfetárias que estão a ser pagas pelo ministério da segurança social para fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios florestais dos meses de Agosto e Outubro. A revelação feita à RCB pelo vereador com o pelouro do desenvolvimento rural na câmara do Fundão à margem de uma sessão de apresentação das medidas de apoio aos agricultores para a reposição do potencial produtivo.
Por Nuno Miguel em 30 de Nov de 2017
Por isso, Paulo Águas sublinha que existe a necessidade de os agricultores terem de ter efectuado o seu registo parcelário uma vez que o concelho apenas vai dispor de verbas no âmbito do PDR “se os agricultores não estiveram no sistema, não estiverem registados em termos de parcelário e se não existirem em termos comunitários não se podem candidatar. Todos aqueles que estão no sistema são perfeitamente elegíveis mas o que não estiverem também não se podem candidatar às ajudas forfetárias uma vez que o Fundão não foi considerado elegível. Nós fizemos pressão nesse sentido mas o governo, avaliando as várias situações que tinha em mãos, entendeu que o nosso concelho não ia ter acesso às ajudas directas que estão a ser pagas pela segurança social”.
No âmbito das medidas de apoio à reposição do potencial produtivo, que foram apresentadas no casino fundanense por uma equipa técnica da direcção regional de agriculturas e pescas do centro, está definido que todas as ajudas podem ser pagas na totalidade a partir dos 100 euros de prejuízo “os danos causados nas explorações agrícolas que ponham em causa os meios de produção podem ser candidatos à reposição da capacidade produtiva com uma capacidade de 100 por cento referente às perdas. O que pode acontecer é que o montante disponível para esta medida pode não ser suficiente para cobrir todos os danos que o nosso concelho sofreu”. 
No final desta sessão de esclarecimento o vereador na autarquia fundanense não escondeu ainda alguma apreensão pelo facto de o levantamento dos prejuízos feito pelo ICNF no concelho apontar, numa primeira fase, para números superiores a um milhão de euros mas o valor das candidaturas que estão ser submetidas pelo município ronda apenas os 800 mil “para o primeiro incêndio o levantamento que foi feito pelo ICNF aponta para prejuízos na ordem dos 900 mil euros mas posteriormente ele foi reduzido para a casa dos 600 mil euros e foi esse valor que a câmara municipal candidatou. Em relação aos fogos de Outubro o primeiro valor dos prejuízos quantificado pelo ICNF foi de 250 mil euros mas levou um corte considerável, baixando para os 130 mil. Não nos foi dada nenhuma explicação para isso. Não sabemos se se trata de um rateio ou se existiu um refazer de contas o que seria estranho pois esse trabalho foi realizado pelos técnicos do ICNF”. 

  Redes Sociais   Facebook

2007—2017 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados