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Sexta, 15 Dez 2017
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POLÍTICA
PSD: DISTRITAL DE CASTELO BRANCO ACUSA GOVERNO DE DISCRIMINAÇÃO
Rádio Cova da Beira
A comissão política distrital de Castelo Branco do Partido Social Democrata acusa o Governo de discriminação nos apoios e indemnizações pelos prejuízos causados pelos fogos florestais de 2017.
Por Paulo Pinheiro em 28 de Nov de 2017

Em comunicado, a distrital do PSD de Castelo Branco aponta o dedo ao executivo liderado por António Costa, que acusa de a coberto de uma "nuvem" de normativos e despachos "feitos de forma atabalhoada ou mal-intencionada", o actual Governo criou um sistema de apoios "que trata os portugueses em geral e os cidadãos do distrito em particular, de modo injusto e desigual. Alguns como filhos, outros como enteados, muitos como enjeitados".

 

 

Os sociais-democratas olham para os dados divulgados pelo próprio Governo na página oficial do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e verificam que este ano houve fogos de Junho a Outubro, sendo que, neste momento, tem direito a 15 medidas de apoio quem foi lesado em Junho e estão previstas 14 medidas para as vítimas dos incêndios de Outubro.


"Curiosamente, não coincidentes com os anteriores, os prejudicados pelos fogos de Julho e Agosto já só têm direito a uma medida de auxílio. Os restantes, concretamente os lesados pelos fogos de Setembro, em que arderam no país 12.224 hectares, muitos no nosso distrito, já não terão direito a qualquer tipo de apoio" referem.


Para a distrital do PSD de Castelo Branco dizem que é preciso com urgência eliminar as injustiças que hoje existem na definição, feita pelo Governo, dos apoios aos afectados com os fogos.

 

"A Comissão Política Distrital de Castelo Branco não se conforma com este estado de coisas, não aceita que, em termos de apoios, haja lesados de primeira, de segunda e de terceira no nosso distrito, nos seus concelhos e freguesias, apenas porque os incêndios ocorreram em datas diferentes", sublinham.

  

Nesta situação, defende a comissão política distrital, "não pode haver cidadãos de primeira e de segunda" e que todos os afectados pelos fogos de 2017 têm de ter acesso às mesmas medidas de apoio, "com base em critérios objectivos, traduzidos na dimensão dos seus danos e no volume das suas necessidades concretas", sustenta


"Este Governo não pode continuar a negar auxílio equitativo aos portugueses e regiões, mesmo que alguns territórios tenham menos população e signifiquem por isso menos eleitores", pode ler-se no comunicado.


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