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Segunda, 18 Dez 2017
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SOCIEDADE
CALOU-SE O CORO INTERMEZZO
Rádio Cova da Beira
O Coro Intermezzo da Santa Casa da Miseric√≥rdia do Fund√£o acabou ao fim de 20 anos a cantar. Foi a 3 de Setembro de 1997 que se formou o Intermezzo, sob a direc√ß√£o do maestro Jos√© Manuel Nunes que, no passado dia 1 de Outubro, enviou uma carta √† Santa Casa da Miseric√≥rdia do Fund√£o a formalizar a sua sa√≠da devido ‚Äúao desgaste f√≠sico e mental‚ÄĚ do cargo e tamb√©m ‚Äúa alguma falta de apoio da institui√ß√£o‚ÄĚ.
Por Paula Brito em 24 de Nov de 2017
 

Um dia depois são os elementos do coro que enviaram um ofício à misericórdia a cessar formalmente as actividades “por falta de diálogo e apoio por parte da instituição”.

Álvaro Roxo Vaz, foi um dos 40 elementos que o Coro Intermezzo chegou a ter, e apesar de estar afastado há três anos recorda que não é de agora o distanciamento da misericórdia em relação ao Intermezzo.

“Chegámos a deixar de participar no concerto de Natal, não sabíamos o porquê, outros valores se levantaram e houve uma altura em que se procurou falar com o Sr. provedor, houve o adiamento de algumas reuniões que depois não chegaram a fazer-se.”

Confrontado com a situação, o provedor da misericórdia do Fundão vê com tristeza o fim do coro e o facto de serem imputadas responsabilidades à misericórdia. Jorge Gaspar garante que não houve falta de apoio ao coro Intermezzo e exemplifica.

“Suportando os custos do maestro, disponibilizando espaços para os ensaios, abrimos as portas das diversas valências para que o coro pudesse actuar, proporcionando momentos de actuação em eventos da instituição e portanto a santa casa sempre prestou todo o apoio que lhe foi solicitado agora, não pode é substituir-se às pessoas do coro, o provedor não pode ser o programador do coro.”

O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão recorda que chegou a alertar alguns elementos do coro para a necessidade de se renovarem e encontrarem um líder.

“Um líder que procurasse criar a programação, motivar, e disse-lhes mais que o coro precisava de se renovar, abrir as portas à entrada de novas pessoas porque senão tem o fim que acabou por ter. O coro acabou por vontade própria porque não teve capacidade de se renovar”.

Para Jorge Gaspar o coro terminou por falta de renovação e não por falta de apoio da Santa Casa da Misericórdia.


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