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Sexta, 15 Dez 2017
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SOCIEDADE
MEDIDAS SÃO INSUFICIENTES
Rádio Cova da Beira
O presidente da assembleia geral da associação empresarial dos concelhos de Covilhã, Belmonte e Penamacor considera que só com a adopção efectiva de medidas de discriminação positiva é que as empresas sediadas no interior podem reforçar a sua aposta na exportação.
Por Nuno Miguel em 23 de Nov de 2017
De acordo com João Carvalho “devíamos ter uma efectiva discriminação positiva; nós somos uma região que há muito é exportadora e que aporta mais valias para o país. Já há 50 anos éramos a região que mais exportava mão de obra para a França e para a Alemanha. E cá vinha o dinheiro dos emigrantes que estavam nesses países para capitalizar a banca portuguesa” 
João Carvalho acrescenta que o principal erro que está a ser cometido diz respeito à estratégia de captação de novos investimentos sem antes se procurar apoiar aqueles que já desenvolvem a sua actividade no interior “todos falam que é preciso captar investimentos mas não oiço ninguém dizer que é preciso cuidar daqueles que cá temos. Aos que queremos captar damos-lhe o terreno, às vezes edifícios e outros incentivos mas esquecemo-nos daqueles que já cá estão no nosso território. E não podemos esquecer que muita desse gente, salvo honrosas excepções, vem à procura de mão de obra barata e no dia em que as coisas correrem menos bem vão-se embora”.
As portagens são também uma matéria que não pode ser esquecida. O empresário refere que a possibilidade de serem diminuídas em 2018 para as empresas é uma medida positiva mas insuficiente “a nossa interioridade tem custos muito grandes; cada vez que precisamos de ir a Lisboa ou ao Porto pagamos 40 euros de portagens e isto se for numa viatura de classe um, porque senão ainda temos a tributação autónoma. Não temos cá o metro, nem o avisão nem o comboio rápido para nos deslocar. E cada viagem dessas demora no mínimo duas horas e meia. É o mesmo tempo que se demora de Lisboa a qualquer capital europeia”. 
A falta de mão de obra é outras das dificuldades com que os empresários se debatem. Uma situação que, sublinha João Carvalho, pode levar as suas empresas a terem de admitir trabalhadores de outros pontos da Europa “não temos mão de obra de disponível nem na Beira Interior nem em nenhuma outra região do país. A solução tem de passar por importar mão de obra de outros países. Eu pessoalmente, numa das minhas empresas, estão cerca de 30 pessoas em processo de reforma e pura e simplesmente eu não consigo substitui-las. Por isso estou a pensar muito seriamente em importar gente nomeadamente do leste da Europa”. 
Ideias deixadas pelo presidente da assembleia geral da AECBP num jantar conferência que decorreu na Covilhã e que contou com a presença de Eurico Brilhante Dias, secretário de estado da internacionalização.

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