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Segunda, 18 Dez 2017
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SOCIEDADE
MÍSCAROS: “É MAGIA QUE ISTO TEM”
Rádio Cova da Beira
A frase é do visitante do festival “Míscaros” que provavelmente percorreu a maior distância para visitar o Alcaide no último fim-de-semana. Luís Gertrudes, emigrante em França, tem família no Alcaide e sempre que pode não perde um festival. Este ano veio de propósito e trouxe um grupo de 13 amigos, também.
Por Paula Brito em 22 de Nov de 2017
 

 “Todos estão maravilhados com isto, é o ambiente, as pessoas generosas, estas pedras, é magia que isto tem”.

O Alcaide tem magia e pelos vistos contagia. José Batista veio de Carregal do Sal há quatro anos pela primeira vez ao festival,  desde então não perde uma edição, este ano trouxe um grupo de amigos  que se juntaram à festa e fizeram voluntariado.

“A primeira vez que vim foi há quatro anos a convite de um casal de amigo e fiquei apaixonado. Acho a organização algo de muito genuíno porque envolve as pessoas da aldeia, com uma entreajuda muito grande. Vim depois os outros dois anos e este ano como tinha férias disse ao Nando (Fernando Tavares) que se fosse preciso de ajuda até vinha uns dias antes. De maneira que vim com um grupo grande, somos 18 e estamos aqui a ajudar a servir o mega almoço.”

Antes do mega almoço de domingo, mais de uma centena participaram na caminhada promovida pelos Caminheiros da Gardunha. Vieram do concelho, da região e de vários pontos do país e percorreram 13 quilómetros pela encosta da Serra da Gardunha que não foi consumida pelas chamas no último Verão. Uma caminhada inserida no programa de actividades dos Caminheiros da Gardunha que se associaram ao festival do cogumelo trazendo outros públicos à festa, como referiu à RCB David Caetano, presidente da direcção dos Caminheiros da Gardunha.

“Insere-se numa série de iniciativas que nós começamos a desenvolver mais deste lado procurando alargar o nosso âmbito de intervenção na Gardunha. Lançámos o desafio logo em Maio à organização dos Miscaros para termos uma caminhada que permitisse trazer outro público, porque são pessoas que gostam de caminhar, praticantes de pedestrianismo e que de outra forma talvez não viesse aqui, e assim conseguimos juntar o melhor dos dois mundos”.

Eulália Pombo veio do Tortosendo e à RCB explicou o que a levou ao Alcaide no último fim de semana.

“O que me traz aqui é a caminhada, foi lindíssima, passamos pela rota dos castanheiros que está linda, e eu adorei ver a parte não ardida da Gardunha, e gosto muito desta festa, acho fantástica a participação das pessoas, os cogumelos e a gastronomia, claro.”


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