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Sexta, 15 Dez 2017
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CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“GESTÃO PRESIDENCIALISTA E DE GRANDE POBREZA DEMOCRÁTICA”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a CDU do Fundão avalia, em comunicado, o primeiro mês de gestão do actual executivo do PSD na câmara municipal. A coligação mostra-se ainda preocupada com um modelo de gestão financeira “pouco rigorosa”.
Por Nuno Miguel em 22 de Nov de 2017
Neste comunicado a CDU sublinha que com a distribuição de pelouros, a fixação de um quarto vereador a tempo inteiro, a delegação das competências do órgão no presidente da câmara e a eleição dos membros dos órgãos de administração da empresa «Viver Fundão» “o modelo de funcionamento da câmara municipal reforça o presidencialismo e a sua pobreza democrática, desconfigurando o carácter colegial do executivo e restringindo a capacidade de intervenção de todos os seus eleitos”. Para a CDU “esta prática não augura melhorias em termos de transparência e de acerto nas decisões. Pelo contrário, é um claro sinal político que esta maioria promete, mas não cumpre. A sua prática no poder é de menosprezo pelos outros, usando a força da aritmética eleitoral para garantir o controlo de todas as decisões”.
A situação financeira do município foi outras das questões abordadas na última reunião da concelhia fundanense. A CDU considera que “com uma gestão financeira pouco rigorosa a maioria PSD está a encaminhar a câmara do Fundão para uma situação de submissão e de perda de autonomia que comprometem o futuro do concelho” acrescentando que “a recente revelação do ministro da administração interna, na assembleia da república, sobre a adesão do Fundão ao fundo de apoio municipal é merecedora de enorme preocupação”.
Para a CDU do Fundão “a maioria PSD age de forma pouco transparente e respeitadora dos eleitos e eleitores do concelho” uma vez que esta matéria foi conhecida através dos órgãos de comunicação social e sustenta que as declarações de Paulo Fernandes sobre o tema “em nada contribuíram para trazer a verdade. Tentar negar as dificuldades financeiras do município é de pouca seriedade política. É público que o Fundão é um dos municípios que recorreu ao PAEL e ainda não conseguiu ultrapassar a sua situação de ruptura financeira. É público que foi essa condição que tornou obrigatória a adesão ao FAM. O portal das autarquias revela que o Fundão é um dos municípios incumpridores com prazo médio de pagamento superior a 60 dias, desde o quarto trimestre de 2016. Face a estes factos não restam dúvidas que a solução que se avizinha é de mais um programa de ajustamento municipal, com tudo o que isso acarreta em termos de submissão, perda de autonomia e custos económico-financeiros e sociais”.
Nesta reunião, a CDU do Fundão considerou ainda que o caminho que a maioria está a seguir com a central de biomassa “levanta muitas interrogações” uma vez que a câmara do Fundão “está a incorrer no erro de apoiar o grande negócio da energia, não tomando em conta as reais necessidades do concelho”. Na área da saúde foi decidido “encetar uma série de contactos com o objectivo de sensibilizar as entidades responsáveis” em relação ao que se considera “a progressiva desvalorização e subalternização do hospital do Fundão” estando já agendada uma reunião com o conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira nesse sentido. A CDU promete ainda intensificar as reuniões com as juntas de freguesia do concelho, tendo já decorrido dez encontros “por forma a encontrar propostas concretas e consensualizadas para uma delegação de competências justa e substantiva”.

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