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Sexta, 15 Dez 2017
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SOCIEDADE
REFORÇAR NÚMERO DE TRABALHADORES É UMA NECESSIDADE
Rádio Cova da Beira
O sindicato dos trabalhadores da função pública exige ao conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira que reforce o número de auxiliares de acção médica que desenvolvem a sua actividade naquela unidade de saúde.
Por Nuno Miguel em 22 de Nov de 2017

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Os trabalhadores estiveram ontem reunidos em protesto, junto à porta principal do hospital Pêro da Covilhã, para reivindicar a melhoria das condições de trabalho e o reforço da contratação tendo para o efeito entregue um abaixo assinado à administração do CHCB. Cristina Hipólito, responsável distrital daquela estrutura sindical, refere que foram recentemente contratados dez novos profissionais. Um número insuficiente para as necessidades do centro hospitalar “o que está a acontecer é que as pessoas estão exaustas e muitas vezes, quando há falhas, ainda tem que continuar o seu turno para garantir o mínimo aos utentes. Mais cedo ou mais tarde quem acaba por sofrer com isso são as pessoas que utilizam este hospital e a qualidade também tem a ver com número de trabalhadores. Até temos aqui um cartaz a dizer que o hospital tem um certificado de qualidade mas, se calhar, não é bem assim”. 
De acordo com o sindicato a falta de auxiliares de acção médica é transversal a todos os serviços que exige que, pelo menos, sejam contratados mais 30 profissionais. Outra das exigências diz respeito à igualdade de tratamento para os trabalhadores contratados e para os que fazem parte dos quadros. Por isso o abaixo assinado vai também ser direccionado para o ministério da saúde “existe uma diferença de tratamento entre os trabalhadores mais velhos, que já transitaram do anterior hospital e que estão no quadro da administração pública e os trabalhadores mais novos que estão com contrato individual. Uns têm um horário de 35 horas, outros tem de 40, a esmagadora maioria ganha o mesmo e o que queremos é que o ministério da saúde reconheça a carreira de auxiliar técnico de saúde”. 
Cristina Hipólito admite que, se nada for feito, o sindicato vai pedir a intervenção da autoridade para as condições de trabalho uma vez que a consecutiva desregulamentação dos horários de trabalho pode colocar em causa a saúde dos profissionais “não podemos pedir essa intervenção em nenhuma área a não ser nas questões de saúde e segurança uma vez que a ACT não pode actuar em locais do estado da mesma maneira que actua em empresas privadas. E aquilo que tem estado aqui a fazer, com a consecutiva desregulamentação dos horários, é motivo para se dizer que está a interferir com a saúde e com a segurança dos trabalhadores mas também com a segurança dos utentes”.

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