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Segunda, 18 Dez 2017
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UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
“NÃO ME CONFORMO, PROTESTO, EXIJO JUSTIÇA”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o reitor da universidade da Beira Interior responde ao ministro da ciência e ensino superior. Manuel Heitor afirmou no parlamento na semana passada que as declarações do reitor da UBI foram “infelizes” na exigência de uma maior dotação orçamental para a instituição.
Por Nuno Miguel em 22 de Nov de 2017
Num artigo de opinião publicado no jornal “Observador”, António Fidalgo interroga “como se atrevem a falar de discriminação positiva para o interior quando uma das instituições mais sólidas desse interior nem sequer tem direito à equidade mais básica? Como se atrevem a falar de coesão quando a UBI é penalizada em 170.000 euros neste OE porque a dotação prevista a impossibilitava de fazer uma proposta de orçamento verdadeiro?”. O reitor da UBI sustenta que “a honestidade manda e a lei obriga a que não se escondam despesas e não se fantasiem receitas na preparação de um orçamento. Ora, na UBI há um défice de um milhão e duzentos mil euros no orçamento do próximo ano. Isso foi comunicado à tutela e explicado ao Parlamento em devido tempo”.
António Fidalgo acrescenta que “a tutela está centrada nos grandes projectos de parceria internacionais, com universidades de topo americanas e organismos de ciência mundiais, mas com Portugal a pagar. Como não quer dividir para reinar (como pretensamente fazia o governo da troika), nada faz, pese o facto de, sob as suas barbas, as instituições de ensino superior de Viana do Castelo ao Algarve enfrentarem dificuldades para pagarem salários ao fim do ano. No entretanto, inventou-se um mecanismo de interajuda entre as universidades e os politécnicos para que as que têm saldos cubram no final do ano as que não têm saldos e têm de pagar salários em falta. Para que serve uma tutela que se exime de apresentar um modelo de financiamento do ensino superior com critérios claros, racionais e quantificáveis?”.
Para o reitor da UBI “é injustiça pura o financiamento público da Universidade da Beira Interior. É tão injusto que deverá ser matéria das instâncias da justiça”. António Fidalgo afirma que “Lisboa não é zona de convergência, mas acaba de receber, efectivamente, mais dinheiro de fundos comunitários que qualquer zona do Interior” e acrescenta que “o centro rico precisa de um interior pobre para exercer uma solidariedade constante, certa e permanente, e muito comovente. Quando, vindos de Lisboa, os políticos aparecem nas calamidades, incêndios, secas, e queda de pontes, é sempre sob o refrão de «nós cá estamos para ajudar»”.

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