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Segunda, 18 Dez 2017
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SOCIEDADE
“MÍSCAROS” CONQUISTA CHEFS
Rádio Cova da Beira
O festival do cogumelo do Alcaide está no coração e na agenda de chefs de renome que todos os anos regressam, no Outono, ao festival onde se sentem em casa.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro Pinheiro em 21 de Nov de 2017
 

É o caso de Miguel Gameiro que pela segunda vez se deslocou ao Alcaide e já se “ofereceu”, como diz o próprio, para voltar no próximo ano a um festival original.

“É diferente da maior parte dos certames porque é muito familiar, dá-nos a sensação que quase entramos pela casa das pessoas, ao contrário de eventos que temos com grandes tendas, lonas, frango assado, eu não tenho nada contra o frango assado, mas aqui nós temos uma forma diferente de celebrarmos um produto e também uma região”.

O conhecido Chef dos palcos da música, troca neste festival o microfone pelos tachos e não lhe peçam para escolher entre as duas paixões “são duas coisas que eu gosto muito de fazer, nas duas temos oportunidade de partilhar com os outros, seja na música ou na cozinha.”

Miguel Gameiro cozinhou na tasca da Avó Lé, raviolis com míscaros e foi um sucesso. “Nem sei quantas refeições servimos, mais de 100 seguramente, foi uma loucura”.

Duarte Batista é um filho da terra e já participava no festival antes de ser chef, como alcaidense. Formou-se na escola de hotelaria e turismo quando ainda funcionava no Fundão, esteve em Peniche, Lisboa, Alentejo e hoje, de regresso à capital, é sub-chef do restaurante Contemporâno do grupo Sana Hotels. Ao Alcaide regressa sempre que pode e obrigatoriamente no fim-de-semana dos Míscaros.

“Apesar de ter saído daqui eu gosto muito do Alcaide, foi aqui que eu cresci, é aqui que tenho os meus amigos, os meus pais e a minha família”. Origens que o inspiram na cozinha “bastante, tenho muito presente a cozinha da minha mãe, da minha avó, e quando crio algum prato penso sempre nesses sabores, no que eles me traziam, as boas recordações e tento sempre, de forma gastronómica, passar para o prato que faço”. Duarte Batista abriu o festival com o show cooking onde cozinhou vieira com cogumelos.

Joe Best é já presença habitual no Alcaide. O chef que escolhe a altura do festival para passar as suas férias,  foi pelo terceiro ano membro do júri que escolhe o melhor prato de cada edição e à RCB testemunhou a crescente qualidade.

“Na primeira vez as pessoas fizeram uma abordagem mais simples e nós dissemos que deviam ter sido mais arrojados e no segundo ano isso notou-se, no terceiro ano já foi muito complicado atribuir um primeiro prémio. No ano passado por minha causa atribuímos dois primeiros prémios, este ano se eu pudesse tinha atribuído sete prémios ex-equo, porque a qualidade foi tão alta e as pessoas empenharam-se tanto.”

O júri foi presidido pelo chef Orlando Esteves que também não é estreante no festival que, na sua opinião, sabe preservar a identidade de uma localidade e a riqueza de um produto como o míscaro.

“Para mim é um produto que deve ser preservado, é uma riqueza gastronómica muito forte, que nos liga à terra, que nos liga à natureza, e essa grande riqueza dos cogumelos é tão natural e tão boa que qualquer cozinheiro se sente gratificado quando tem alimentos dessa natureza para confeccionar.”


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