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Sexta, 15 Dez 2017
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POLÍTICA
CMC: ASSOCIATIVISMO VOLTA A SER DEBATIDO
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes desafia a câmara da Covilhã a reconhecer o movimento associativo do município como património imaterial do concelho. A proposta foi apresentada pelo vereador do CDS/PP na última reunião pública do executivo.
Por Nuno Miguel em 21 de Nov de 2017
“Seria importante que a Covilhã pudesse criar o estatuto de património imaterial do concelho e que colocasse o nosso movimento associativo como o seu primeiro património imaterial. Penso que dessa forma estaríamos a dar um sinal importante para as nossas colectividades e que simultaneamente pode marcar uma forma diferente de o município se relacionar com o associativismo”. 
Na resposta, o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, admite que “é uma ideia interessantíssima e que pode ser conjugada à nossa iniciativa de valorizar um património inestimável que temos em termos imateriais e históricos. Nesse sentido pretendemos candidatar à Unesco o reconhecimento do património das nossas ribeiras, das nossas fábricas e de tudo quando envolve o nosso ADN relacionado com os lanifícios e o associativismo, que tem ai fortes raízes, poderá vir a ser associado nessa candidatura com o intuito de a densificar”.    
Mas para que seja aberta uma nova página na ligação ao movimento associativo, Adolfo Mesquita Nunes considera que é importante que todo o executivo conheça, nos próximos seis meses, qual é a proposta do novo regulamento de atribuição de apoios “se continuarmos na senda de que havemos de aprovar esse regulamento provavelmente o que vai acontecer é que no próximo mandato algum vereador aqui vai estar a pedir que ele seja feito e terá como resposta que está mais ou menos elaborado. Eu só sei trabalhar com prazos e acho essencial que nos próximos seis meses possa vir aqui uma proposta firme e que enquadre de que forma é que a câmara pode fazer transferência de verbas para as associações”.   
Desta feita coube ao vereador com o pelouro do associativismo dar uma resposta à pretensão do eleito do CDS. José Miguel Oliveira sustenta que o documento vai ser elaborado em parceria com todas as associações. Um trabalho que vai ser ainda mais abrangente uma vez que em 2019 deve começar a funcionar o gabinete de apoio ao movimento associativo “vamos aproveitar a reestruturação dos serviços para criar um gabinete de apoio ao associativismo. Ele vai ter várias atribuições como a capacitação e formação dos dirigentes associativos e irá dar apoio às associações ao nível da candidatura a fundos comunitários e outras formas de financiamento. Dentro de três meses vamos iniciar um conjunto de reuniões sectoriais com as associações, uma vez que elas têm áreas de actuação diferentes, com o objectivo de as ouvir e de recolher contributos porque queremos que este documento tenha ideias de todos e não seja apenas uma proposta da câmara. O nosso objectivo é que a primeira versão do regulamento seja apresentada no fórum associativo que estamos a preparar para Março de 2018”.

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