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Sexta, 15 Dez 2017
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POL√ćTICA
REGADIO A SUL DA GARDUNHA PODE SER "POLO DE DESENVOLVIMENTO‚ÄĚ
Rádio Cova da Beira
O regadio a sul da Gardunha ganhou um novo defensor. Na visita realizada a algumas explora√ß√Ķes agr√≠colas daquela zona dos concelhos do Fund√£o e Castelo Branco, Jer√≥nimo de Sousa ouviu dos produtores locais a necessidade de alargar o regadio a sul da Gardunha.
Por Paula Brito em 20 de Nov de 2017
 

Uma reivindicação apresentada também no dossier que o presidente da associação distrital de agricultores de Castelo Branco lhe entregou com os problemas do sector. No final, o líder do PCP defendeu a concretização deste projecto que pode afirmar-se como "um polo de desenvolvimento" desta região.

“Está sempre a falar-se da desertificação, do despovoamento, mas depois encontram medidas que dificultam a vida às pessoas e as levam a sair deste distrito, então aqui está uma boa medida de desenvolvimento económico, asseguramento da produção e do aumento do emprego.”

Jerónimo de Sousa depois de ouvir alguns produtores como Luís Xavier que deixou como exemplo os custos acrescidos com a electricidade para regar as produções fora de época. São cerca de 4.500 euros gastos nos meses de Setembro, Outubro, meses em que habitualmente chove e não é necessário recorrer à rega.

“Aquilo com que nos debatemos e que o nosso presidente da câmara do Fundão tem puxado, é regadio para o sul da Gardunha. A partir daí contem com mais três mil hectares ao fim de poucos anos estarem aqui plantados e isso vai trazer gente para aqui, muito emprego”.

Almério Oliveira, produtor frutícola com 130 hectares de pomares a sul e a norte da Gardunha teme que a seca venha a afectar a produção de cereja este ano.

“Em princípio já está a afectar porque as árvores já estão a entrar em stress o que já não é bom, já não pode ser uma produção óptima, se chover bastante o mal será menor, senão vai ser muito complicado”.

A pecuária é outro dos sectores afectados. Sem pastagens, João Boavida, produtor de Atalaia do Campo, está a alimentar as 700 ovelhas com palha que compra ao dobro do preço de anos anteriores.

“Os problemas que eu e os meus colegas sentem é que não temos alimento, e custa tudo muito dinheiro. Eu tenho três ou quatro rebanhos todos fechados a comer palha, os leites não valem nada, elas já não produzem leito. O que vai acontecer é quando chegar uma pinga de água tudo esqueceu, mas a lavoura ficou empenhada para os  anos seguintes.

No final, Jerónimo de Sousa disse que não se pode estar à espera que chova e pediu medidas excepcionais:

“O ministério da agricultura vai anunciando milhões de euros de ajudas mas a verdade é que se fica pela proclamação porque em todos os sítios onde fomos não existem apoios efectivos. Poderá haver ideia de antecipar as ajudas que estão previstas no programa 20.20, o que nós consideramos é que se querem a contribuição da União Europeia, que é tão lesta em estar sempre a ameaçar-nos, que ponham a funcionar o princípio da coesão económica e social e atenda a estes problemas.”

Problemas que Jerónimo de Sousa prometeu levar à Assembleia da República.


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