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Sexta, 15 Dez 2017
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UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
PROJECTO DE BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE ÁREA FLORESTAL
Rádio Cova da Beira
A Universidade da Beira Interior e os Guardiões da Estrela pretendem criar na área destruída pelo incêndio de Agosto, junto à reitoria, uma relação permanente e amigável entre a comunidade civil e a UBI.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Nov de 2017

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Para o efeito está ser desenvolvida uma acção que passa por implementar naquele espaço um projecto-piloto de boas práticas de gestão de área florestal recreativa, como revela Manuel Franco um dos elementos da plataforma cívica.

 

“Queremos fazer deste projecto um exemplo primeiro regional e depois nacional com a particularidade concreta de ser uma área florestal de uso recreativo. Isto permite-nos, ao nível da intervenção que pensamos aqui desenvolver, uma abordagem diferente daquela que teríamos se falássemos de uma área de vocação de conservação ou produtiva, mas é este o desafio”, explica.  

 

No planeamento estabelecido para a intervenção naquela área queimada, a próxima acção está definida

 

“O próximo passo é o combate às invasoras para, pelo menos, promover o seu controlo e que não alastrem mais do que se regista. É uma mancha que tem que ser verificada e qua actualmente não está a ser controlada com as melhores práticas ao nível ecológico e de intervenção não danosa para o solo, e essa é uma acção que já está em cima da mesa na nossa agenda conjunta com a reitoria e serviços técnicos da Universidade da Beira Interior”, refere Manuel Franco.

 

Declarações efetuadas no final da intervenção efectuada naquele território da UBI. Uma actividade que consistiu na análise dos terrenos e as opções de intervenção aplicando diferentes técnicas de requalificação da área ardida.

A iniciativa foi orientada pelo engenheiro florestal Luís Rodrigues que de pois uma explicação demonstrou as formas inteligentes de gerir uma área percorrida pelas chamas para que se requalifique a área e simultaneamente se proceda à estabilização dos solos.

Cerca de 30 pessoas estiveram envolvidas nas tarefas de espalhamento de matérias finas, folhadas principalmente, e ao mesmo tempo sementeiras de gramíneas para mais rapidamente alcançar o equilíbrio das terras, por exemplo através de alguns cereais

“Cereais que aqui se desenvolvem facilmente como o centeio e a veia e depois complementarmente algumas albuminosas como a tremocilha e ervilhaca que ajudam a melhorar e a enriquecer o solo em matéria orgânica e do azoto que fixam”, refere Luís Rodrigues.   

De acordo com o guardião, nesta acção foram colocadas cerca de 70 plantas e sementes autóctones

 

“Foram colocadas cerca de 70 plantas, todas elas autóctones, desde medronheiros, sobreiros, carvalho negral e alvarinho. Fizemos instalação de plantas mas também de sementeira de espécies autóctones do Parque Natural da Serra da Estrela e sempre de forma a viabilizar uma diversidade do coberto vegetal que antes não existia como tanta diversificação”

 

Com uma diversidade baixa, apenas existiam carvalho negral, pinheiro bravo e castanheiro, a acção marca também o início de uma maior diversificação da área, com cerca de um hectare e meio, que os responsáveis pretendem apresentar como futuro exemplo a replicar noutras zonas.


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