RCB/TuneIn
Sexta, 15 Dez 2017
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“ACONTECIMENTOS COLOCAM EM DÚVIDA O FUTURO DO PRESIDENTE DESTA CÂMARA”
Rádio Cova da Beira
Na primeira reunião pública deste mandato na câmara municipal da Covilhã, Carlos Pinto assumiu pela primeira vez as funções de vereador da oposição no executivo. Uma oportunidade que o eleito do movimento independente “De Novo Covilhã” não desperdiçou para explicar os motivos que o levaram a aceitar o cargo depois de ter afirmado em campanha eleitoral que não o iria fazer.
Por Nuno Miguel em 17 de Nov de 2017
“Declarei em campanha que não assumiria outras funções que as de presidente. Assim seria, não fossem os acontecimentos sobrevindos por via judicial, que colocam em dúvida o futuro do presidente desta câmara que, quer se disfarce ou não, com maior ou menor habilidade, goste-se ou não se goste, depende do desfecho na justiça e do processo em curso. Ora essa circunstância, seja quais forem as conclusões deste evento, cuja natureza e detalhes conheço muitíssimo bem, justifica ter revertido a minha intenção como candidato, levando-me a aceitar o cargo e o encargo, podendo assim acompanhar de perto o que constituirá, a seu tempo, razão para aqui estar, pelo concelho e pelos seus interesses. Tal referência a esta questão, não obsta à minha íntima convicção de que servir a terra que nos viu nascer é um privilégio”.
O eleito acrescenta que “não me foi fácil chegar a este lugar de Vereador. Foram-me exigidas provas e tirocínio de vinte anos como presidente desta câmara. Costuma ser diferente o percurso: começa-se como vereador e chega-se a presidente depois de tentativas várias. Mas não me lamento do trabalho que tive e não posso esconder quanto me regozija estar aqui e aqui voltar, nesta condição, apesar de tal não corresponder ao que pessoalmente projectei nas últimas eleições”.
Logo no início do mandato, Carlos Pinto enviou um requerimento ao presidente da câmara da Covilhã, a propósito do processo em que o ministério público acusa Vítor Pereira e o anterior presidente da assembleia municipal, Manuel Santos Silva, do crime de prevaricação. Como não obteve qualquer resposta, o vereador no executivo voltou a deixar um conjunto de questões sobre a matéria “enviei um requerimento nos termos legais como membro desta câmara, de que não recebi resposta, como estava obrigado a dar. Queria saber se tinha assegurado o direito deste municipío a ser indemnizado no caso de que foi acusado. E se tinha constituído opróprio municipío como Assistente. E se considerava ter condições para desempenhar o lugar. São todas perguntas legítimas. Até hoje não recebi resposta. Não pode ser. Se o seu staff não chega, faça-o crescer contribuindo assim para reduzir o desemprego”.
Durante a reunião do executivo, o presidente da câmara da Covilhã não se referiu ao assunto. Questionado sobre o tema no final do encontro, Vítor Pereira é peremptório “o senhor vereador requereu uma reunião extraordinária e a lei diz que elas também podem ser requeridas por um terço dos membros do executivo. Que eu saiba, o senhor vereador não representa um terço do executivo e como tal não podia requerer de forma potestativa a realização dessa reunião. Por outro lado a matéria que ele pretendia ver tratada nessa reunião é de competência exclusiva do presidente da câmara e não do órgão. Por isso as questões estão respondidas. Já me perguntaram se as outras questões levantadas pelo senhor vereador tinham sido objectivo de tratamento e a minha resposta é a mesma; a câmara municipal cumpre a lei. Está tudo dito”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2017 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados