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SOCIEDADE
“PIRILAMPOS” GUIAM ROTA DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Rádio Cova da Beira
Se um dia olhar para a Estrela, Malcata, Açor ou Gardunha e vir pequenas estrelas de cor verde a brilharem na noite, não estranhe, são os “Pirilampos” que Erik Samakh cravou no granito para simbolizar a esperança na renovação, depois dos incêndios, e a luz que guia o Projecto Entre Serras.
Por Paula Brito em 14 de Nov de 2017

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Um projecto âncora da estratégia de eficiência colectiva do PROVER Inature que pretende promover a interacção entre o homem e os territórios de montanha através da criação de uma rota de arte contemporânea, agricultura e biodiversidade que para já abrange quatro das 12 áreas classificadas, mas que pode ser alargada, como referiu à RCB o coordenador técnico do Prover, Miguel Vasco, depois das jornadas que no passado fim de semana deram o pontapé de saída ao projecto, no Fundão.

“Agora é definir os próximos pontos de intervenção e o eventual alargamento dentro desta rede de parceiros das 12 áreas classificadas que constituem o INature e tentar promover a ligação com Espanha que foi também um dos objectivos primordiais do projecto, para definir esta rota de arte contemporânea ligando este vasto território de montanha e potenciando a criação de um valor acrescido a este património natural e cultural destas montanhas.”

A primeira instalação de arte contemporânea é do artista plástico Erik Samakh que trabalha com novas tecnologias e elementos naturais. A simbiose é visível na instalação dos Pirilampos que já estiveram expostos nos jardins do museu Rodin, em Paris, e que agora assumem outro significado, instalados nos locais de origem.

“Hoje representa a luz da esperança como as estrelas que estão lá na paisagem que espero que nos confortem e ao mesmo tempo nos questionem.”

As luzes, visíveis a mais de um quilómetro de distância, dependendo das condições atmosféricas, são incrustadas no granito e alimentadas com energia solar. Tal como os pirilampos, durante a noite brilham criando lugares poéticos na paisagem. O artista, que pela primeira vez integra o seu trabalho na paisagem chama-lhe uma constelação de estrelas na terra, que nasceram de uma visita à Serra da Estrela em 1997.

“A verdadeira génese do projecto está numa vinda à Serra da Estrela com a minha família. Em 2013 fiz uma exposição no Museu Rodin, em Paris, e para isso vim buscar pedras à região, a Portugal, inclui-lhe as luzes no interior e ficaram pedras luminosas, e a história começa assim…” Conta o artista plástico.

Os Pirilampos foram instalados no Vale do Rossim, na Serra da Estrela, na nascente do rio Côa, na Serra da Malcata, junto à barragem de Sta. Luzia, na serra do Açor, e simbolicamente foi instalado um na escola profissional  Quinta da Lageosa a simbolizar outra das vertentes do projecto – a agricultura. Os pirilampos na Gardunha serão instalados numa fase posterior quando a serra não estiver vestida de negro até à alma.    


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