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Sexta, 24 Nov 2017
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POL√ćTICA
CMC AVANÇA COM PLANO PARA A FLORESTA
Rádio Cova da Beira
A c√Ęmara municipal da Covilh√£ vai apresentar um conjunto de candidaturas a fundos comunit√°rios, num valor global de investimento superior a um milh√£o de euros, tendo em vista fazer face aos preju√≠zos causados pelos inc√™ndios florestais que ocorreram este ano. O an√ļncio feito pelo vereador com o pelouro das florestas durante o f√≥rum dedicado √† tem√°tica e que juntou √† mesma mesa organismos p√ļblicos, juntas de freguesia e organiza√ß√Ķes florestais com o intuito de recolher contributos para a elabora√ß√£o de um plano de ac√ß√£o para o ordenamento, defesa e sustentabilidade da floresta.
Por Nuno Miguel em 14 de Nov de 2017
De acordo com José Armando Serra dos Reis o valor total dos prejuízos ronda os sete milhões de euros, quatro milhões só na parte pública, e as primeiras candidaturas vão ter como base a reposição do potencial produtivo e o apoio directo às populações mais afectadas “ao nível dos fundos de emergência e de estabilização do PDR 20 20 temos uma candidatura já submetida num valor superior a 247 mil euros, temos uma outra a submeter de 175 mil euros e outra que está a ser elaborada, cujo valor supera os 317 mil euros, e que brevemente também vai ser apresentada. Há aqui verbas que serão direccionadas para as freguesias que primeiramente foram atingidas pelas chamas e também para os territórios que arderam posteriormente. Ao nível do fundo florestal permanente temos uma candidatura para submeter de 607 mil euros. Estamos por isso a falar de um investimento global que supera um milhão e 200 mil euros”. 
José Armando Serra dos Reis acrescenta que a intervenção em terrenos privados continua a ser uma das grandes dificuldades deste processo. O plano vai ser dividido em diversas fases. Em primeiro lugar a prioridade vai ser dada à estabilização dos solos. Depois disso a intenção é avançar com projectos de reflorestação mas sem esquecer a criação de coroas de segurança à volta dos núcleos urbanos “com a criação desses núcleos e com a coroa preventiva limpa os nossos bombeiros terão menos dificuldades em nos defender a todos. Vamos avançar de imediato com o levantamento das zonas sensíveis assim como com o controlo das espécies invasoras”
Outra das medidas que o vereador com o pelouro da floresta na câmara da Covilhã pretende incluir neste plano diz respeito à criação de um viveiro municipal de plantas e árvores autóctones “todos nos lembramos que existia um viveiro desses na zona do parque da floresta e aquilo que pretendemos fazer é retomá-lo. Depois se verá se ele será criado no baldio A ou no B. Mas o grande objectivo é que quando as plantas forem recolhidas e as quisermos reproduzir, sabemos onde está esse viveiro. Aquilo que eu espero é que estes fundos todos nos permitam elaborar um projecto e colocar esse viveiro em actividade. Depois com o trabalho que é feito pelos sapadores é fácil garantir a sua sustentabilidade”.  
De acordo com os dados apresentados neste fórum, nos últimos quatro anos ardeu cerca de 68 por cento da mancha de mata nacional no concelho da Covilhã, num total de 273 hectares. 2017 foi o ano em que ardeu maior número de área, 130 hectares. Em 2013 arderam 126 hectares e nos incêndios de 2015 houve 17 hectares consumidos pelas chamas. De então para cá o instituto de conservação da natureza e florestas já procedeu a trabalhos de reflorestação em 22 hectares. 

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