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Sexta, 24 Nov 2017
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SOCIEDADE
PRESIDENTE DO STBB DESILUDIDO COM VÍTOR PEREIRA
Rádio Cova da Beira
O Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa garante que “dure o que tempo que durar” a batalha da comparticipação total dos medicamentos aos reformados dos lanifícios vai ser ganha. No final de mais uma reunião onde o tema foi analisado, o presidente do sindicato mostrou-se desiludido com o presidente da CMC.
Por Paulo Pinheiro em 13 de Nov de 2017

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O processo arrasta-se há vários anos e tem conhecido avanços e recuos. Na mira do sindicato está o Secretário de Estado da Saúde “que não passa de uma figura de estilo”. É que para o presidente do STBB este é um problema político “ou o secretário de estado faz valer o peso político que tem da função para a qual foi nomeado e decido ou continua a socorrer-se e a encobrir-se como chefe de gabinete e com os assessores e já agora com o Infarmed”, refere o responsável do sindicato.

Para Luís Garra, que falava no final de mais uma reunião com cerca de meia centena de reformados dos lanifícios, não de pode tratar igual aquilo que é desigual. No caso, existe um direito especial que assiste a estes pensionistas que resulta de um desconto adicional que fizeram ao longo da sua vida laboral. A posição do STBB e dos reformados é a da exigência ao Ministério da Saúde da alteração da portaria que garanta aos reformados dos lanifícios a comparticipação a 100% dos medicamentos, sejam genéricos ou de marca “daqui não saímos”

“Este é um processo que dure o tempo que durar vai ser acompanhado, dinamizado e vai ser motivo de intervenção e de luta. Ponto assente”, assegura.

Nas críticas, o presidente da câmara municipal da Covilhã também não é poupado

“Uma desilusão dado que até ao momento existe simpatia, aprovação de moções, utilização deste problema na campanha eleitoral reclamando ao secretário-geral e 1º Ministro, num comício realizado na Covilhã, a resolução do problema” e a resposta de António Costa foi a de “numa atitude de lavar as mãos como Pilatos” remeter o assunto para o “local do crime”, ou seja o Ministério da Saúde. Chega de palavras é preciso acção

“O Sr. presidente da câmara da Covilhã não pode estar nesta situação, face aos compromissos públicos que assumiu, numa posição de diplomacia. Chegou a hora de passar da diplomacia a actos concretos. Se o Ministério da Saúde não reúne tem que se tomar as medidas energéticas de denúncia deste comportamento. Não vejo da parte do presidente da CMC esta atitude firme e determinada porque não bastam boas palavras é preciso acções”, defende Luís Garra.

Por proposta apresentada pelo sindicato, foi aprovado, por unanimidade, um conjunto de iniciativas a primeira é a participação de uma delegação dos reformados dos lanifícios na manifestação nacional do próximo dia 18 em Lisboa. Segue-se uma vigília também em Lisboa, na primeira semana de Dezembro com a presença de Arménio Carlos e uma ida à próxima Assembleia Municipal da Covilhã.

Se nada for feito até ao próximo dia 21 de Dezembro o STBB vai colocar simbolicamente uma árvore de Natal em frente à CMC em que as prendas serão as caixas dos medicamentos.

No sábado, o Presidente da República deve ter sentido “as orelhas a arder”. Marcelo Rebelo de Sousa, que também remeteu o processo para o Ministério da Saúde, sem receber uma delegação do STBB, é acusado de “gostar mais de selfies e dar beijinhos” que ajudar a resolver esta situação.

Uma certeza o sindicato tem “ mais cedo ou mais tarde esta batalha será ganha”.


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