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CULTURA
"UMA OBRA VALIOSA E OPORTUNA"
Rádio Cova da Beira
“Papa: A Revolução Imparável” é um livro imprescindível para quem quer compreender o caminho traçado para a igreja católica pelo Papa Francisco."Uma obra valiosa, oportuna e entusiasmante", considera Antonieta Garcia
Por Paulo Pinheiro em 09 de Nov de 2017

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“Este livro é iluminado por uma chama de entusiasmo que prende o leitor logo nas primeiras páginas. Considero que este livro será indispensável para quem quiser, a partir e agora, abordar a vida e acção do Papa Francisco. É um livro valioso, oportuno, que oferece um olhar sobre a biografia e a vida do Papa”.     

A investigadora participou na sessão de apresentação do livro, que decorreu no passado fim-de-semana na Moagem, no Fundão, e não poupou elogios ao trabalho dos autores.

Também o Bispo da Diocese da Guarda defende a importância da obra para a compreensão do pontificado do actual Bispo de Roma. Um livro bem documentado e revelador do conhecimento que os dois jornalistas que o escreveram têm da Igreja e do Papa Francisco

“Felicito os autores pela forma arrojada como interpretam o pensamento deste Papa e pela liberdade que manifestam da forma como expõem não só a figura do Papa Francisco mas toda a problemática da igreja. Este não é mais um livro sobre o Papa, como tantos outros já publicados, porque os seus autores são dois jornalistas profundamente conhecedores da realidade da Igreja em Portugal, por um lado, e por outro muito atentos à novidade que esta Papa constantemente está a introduzir na vida da Igreja e com muita imprevisibilidade, como eles dizem”.

 Joaquim Franco e António Marujo são os responsáveis do trabalho que se assume como um olhar interpretativo sobre a forma como o Papa Francisco escuta o mundo, a ideia de revolução da ternura que ele já propôs, o desprendimento da atitude, o carácter insubstituível do diálogo, a prioridade do combate à pobreza ou a reabilitação da política para se sobrepor á ditadura da estatística e do dinheiro.

Para António Marujo, que está casado com uma fundanense, o Papa tem duas ou três ideias muito concretas e intensas daquilo que pretende fazer e vai-se desdobrando consoante os seus interlocutores ou o documento que está a escrever

“Ele sabe muito bem o que quer e para onde quer levar a Igreja. Uma das questões que revela o que acabo de afirmar é a ecologia, que no olhar do Papa é muito mais do que o conceito ambientalista e, por isso, é que a encíclica “Louvado Sejas” ou "Laudauto Si" é reconhecida por muita pessoas, algumas que estiveram na cimeira de Paris, como um documento fundamental para ter permitido que a reunião tivesse atingindo os resultados que se conhecem”.

De acordo com o jornalista, a ideia do Papa Francisco é clara em diversos domínios, um deles a Europa “que está a esquecer a matriz dos direitos humanos, a justiça e a solidariedade que devem estar no centro das preocupações”.

São muitos os problemas que actualmente o mundo enfrenta, acrescidos, para o Papa, dos existentes na própria igreja.

Para Joaquim Franco, outros dos autores do livro, a chave para descodificar a concepção que o Papa tem do mundo passa pela atitude e vontade

“Ele não deixa de ser quem é, mas sendo quem é projecta-se para o tempo de hoje que não é sensível a algumas das dimensões que Ele vem retomar. Por exemplo: nos últimos 15, 20 anos desenvolvemos novas formas de nos relacionarmos uns com os outros, mais tecnológicas, mais virtuais, mais distantes da dimensão do afecto e da ternura. Este Homem (Papa) vem retomar precisamente a importância do afecto e da ternura num tempo em que tecnologia vai alternado a foram de relacionamento”

Os dois jornalistas estiveram em Roma aquando da eleição do novo Papa e também se dedicam a assuntos religiosos.

      

   


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