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Sexta, 17 Nov 2017
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POLÍTICA
“HÁ PESSOAS A VIVER EM SITUAÇÕES DEGRADANTES”
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes considera que a câmara municipal da Covilhã deve avançar com urgência com um plano de intervenção na requalificação do parque de habitação social naquele concelho. Na última reunião privada do executivo o vereador do CDS/PP apresentou uma proposta para que, no prazo máximo de um mês, seja apresentado um diagnóstico rigoroso de todas as necessidades existentes.
Por Nuno Miguel em 09 de Nov de 2017
Uma ideia que vai muito além da candidatura a fundos comunitários, que foi anunciada por Vítor Pereira no final do anterior mandato, referente à questão da eficiência energética “aquilo que aquelas pessoas mais precisam não é de verbas para a eficiência energética; temos pessoas a viver em condições degradantes, há condomínios que nem sequer estão formados, há pessoas com deficiência que não tem um elevador para chegar às suas habitações. Estamos a precisar muito de coisas bem mais básicas e a câmara devia estar era concentrada nisso. Conheço as dificuldades, sei a forma como a habitação social foi construída, o plano de financiamento, mas acho que a câmara que sendo a câmara senhoria e tendo muitas pessoas a viver em condições degradantes um município do século XXI e com sentido de justiça social não pode manter as pessoas a viver naquela situação. Haverá situações mais urgentes que outras e são as mais urgentes que devemos atacar no imediato”.
Na resposta, o presidente da câmara da Covilhã garante que esse diagnóstico está feito e em permanente actualização por parte dos serviços técnicos da autarquia mas “a terapêutica está muito condicionada por razões de natureza financeira que tem a ver com a alienação das rendas, feita de forma injustificada, e que nos obriga a transferir todos os meses 23 mil euros para a banca. É uma verba que podia ser canalizada para realizarmos obras de requalificação do nosso parque habitacional social. Já no anterior mandato procurámos dar resposta às situações mais graves, ainda que com algumas limitações, e agora com outros instrumentos financeiros ao nosso dispor vamos procurar intervir de uma forma mais alargada, tentando resolver os problemas que existem”. 
Na proposta apresentada ao executivo, Adolfo Mesquita Nunes defende que, depois de aprovado o plano de reabilitação, seja definido um prazo máximo de três anos para a execução dos trabalhos. Uma proposta que o vereador do CDS/PP espera ver votada na próxima reunião pública do executivo. 

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