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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
“UM AMPLO CONSENSO NACIONAL”
Rádio Cova da Beira
É aquilo que as sete personalidades que integram o denominado “Movimento pelo Interior – Em nome da coesão” defendem para que seja possível adoptar políticas públicas capazes de inverter a perda de população e de importância das regiões do interior. O grupo foi recebido no passado sábado, em audiência, pelo Presidente da República.
Por Nuno Miguel em 07 de Nov de 2017
No final do encontro, Álvaro Amaro que foi o porta voz dos promotores, sublinha que este foi o primeiro acto público deste grupo, que pretende realizar nos próximos tempos um conjunto de acções para reflectir sobre os problemas do interior. O objectivo não passa por definir muitas medidas, mas sim concretizar apostas estratégicas e para um horizonte de três legislaturas “os diagnósticos estão todos feitos, o país está totalmente desperto e é agora a oportunidade, creio mesmo poder dizer a última oportunidade, para de um maneira plural e aberta poder ser debatido um conjunto pequeno de medidas, meia dúzia, que impõe coragem política mas que queremos que imponham primeiro um largo consenso nacional para que no orçamento de estado para 2019 e depois também num conjunto de duas ou três legislaturas possam inverter a tendência de desertificação de uma faixa importante do país”.
Para além do presidente da câmara da Guarda e líder dos autarcas social democratas integram este movimento Rui Santos, presidente da câmara de Vila Real e dos Autarcas Socialistas, Fontainhas Fernandes, reitor da universidade de Trás os Montes e presidente do conselho de reitores das universidades Portuguesas, Nuno Manta, presidente do politécnico de Leiria e do conselho coordenador dos institutos superiores politécnicos, o antigo ministro Silva Peneda e os empresários Rui Nabeiro, da “Delta Cafés” e Fernando Nunes, do grupo “Visabeira”.
Um movimento que está aberto a outras personalidades e instituições que estejam disponíveis para trabalhar em prol dos objectivos que levaram à sua criação “penso que não será difícil, por uma vez, existir esse largo consenso. Este movimento quer englobar todos e não excluir ninguém e queremos contribuir para produzir essas medidas observando que aquilo que tem sido feito, independentemente do esforço e da boa vontade de todos, não tem produzido resultados. Temos um país desequilibrado, com realidades diferentes e por isso realidades diferentes tem de ter soluções diferentes”. 
A realização de cinco debates regionais e um grande debate nacional contam-se entre as iniciativas que o movimento pretende levar por diante, bem como a criação de um observatório para acompanhar todo o processo.

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