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Quarta, 22 Nov 2017
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CULTURA
“FINALMENTE COMEÇAM A RECONHECER O NOSSO TRABALHO”
Rádio Cova da Beira
A constatação é do director artístico da “Kayser Ballet”, a única companhia profissional de bailado da Beira Interior, após mais dois espectáculos, com casa cheia, no passado fim-de-semana na Covilhã.
Por Paulo Pinheiro em 03 de Nov de 2017

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O New and Lab, uma antiga fábrica de lanifícios que se transformou numa incubadora de indústrias criativas, foi o local escolhido. O convite de Francisco Afonso e Miguel Gigante foi aceite pela Kayser Ballet, que em dois dias repôs duas peças “que ficaram na memória do público”:

A primeira parte com “Uma luz no escuro” e a segunda com a apresentação de “À procura de um sítio para viver”.

Cinco bailarinos de outros tantos países, através da dança contemporânea, e ao longo de cerca de hora e meia, colocaram em arte temas tão actuais como os refugiados

“São temas muito actuais e que gostamos de abordar não pelo seu lado político mas por aquilo que representam para nós enquanto seres humanos”, refere o director artístico da Kayser Ballet.

Ricardo Runa mostra-se satisfeito, apesar das muitas dificuldades, com o percurso que a companhia tem trilhado com muito trabalho e criatividade

“Com os recursos que temos tentamos levar ao limite a nossa imaginação e criatividade. Gostaria de ter mais meios mas lutamos com os que estão à nossa disposição e trabalhamos arduamente para que o resultado final tenha qualidade e apreciado pelas pessoas”, defende.   

Um trabalho que começa a ser reconhecido na região e fora dela. Ao longo dos quatro anos de existência, pela companhia já passaram pelo menos 20 bailarinos, oriundos de vários países, Austrália, Rússia, Japão, Ucrânia, República Checa, alguns deles actualmente integrados em grupos de topo da dança mundial.

O director artístico da Kayser Ballet lamenta que ainda não tenha existido a possibilidade de integrar bailarinos dos países árabes:

“Já tivemos bailarinos do sexo masculino de países árabes, e sabemos que a cultura árabe é complicada no sentido de permitirem que os homens dancem, que mostraram interesse em participar na nossa companhia, mas temos sempre problemas com os vistos e não conseguimos trazer esses bailarinos. Se essas burocracias não fossem tão complicadas a nossa tarefa estaria facilitada”

As próximas actuações já têm data marcada: 9 de Novembro, na Guarda, 18 Novembro na Faculdade de Ciências da Saúde, na Covilhã, no âmbito da 5ª Gala de Bailado. No mesmo local, nos dias 15 e 16 Dezembro a versão de Ricardo Runa do “Lago dos Cisnes” e em Janeiro de 2018 no Casino Estoril.

 

FOTO DE JOÃO PEDRO SILVA IMAGES 

 


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