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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
FATELA: JUNTA LIMPA RUAS COM O APOIO DA POPULAÇÃO
Rádio Cova da Beira
Novos autarcas da Fatela (Fundão) contam com o apoio de dezena e meia de habitantes da aldeia para limparem as ruas da freguesia.
Por Paulo Pinheiro em 02 de Nov de 2017

Foi uma das prioridades que o candidato independente às eleições autárquicas do passado dia 1 de Outubro na Fatela estabeleceu: caso vencesse o acto eleitoral, as ruas da localidade iriam ser limpas, assim como seria feita o desmatação de algumas áreas da freguesia.

Como as promessas são para cumprir, o novo executivo da junta deitou mãos à obra e com a colaboração de residentes as ruas começaram a ser limpas, como confirma o novo presidente da autarquia fatelense

“Juntámos as tropas e com o apoio de 15 pessoas fomos para a rua a fim de procedermos à limpeza das artérias da freguesia. É um trabalho para continuar. Esta mobilização não teve custos para a junta porque houve muito material emprestado, mão-de-obra que não foi paga, muito voluntariado e isso enche-nos de orgulho e de muita confiança. Muitas pessoas afirmam que há muitos anos que não se via nada assim na Fatela”.

Diogo Jacob, em entrevista à RCB, admite ter sido uma “grande surpresa” a vitória alcançada pela sua lista, “sinónimo que a população quis romper com o passado e confiar numa nova geração que quer dinamizar a aldeia. Foi um grande voto de confiança”, refere um dos mais jovens presidentes de junta do concelho do Fundão.

O novo executivo da junta está pronto a trabalhar e a desenvolver projectos, assim os recursos financeiros permitissem. Diogo Jacob ficou surpreso com a situação encontrada nesta área

“A situação não é muito fácil. Para uma junta tão pequena temos algumas dívidas com um valor ainda considerável. As pessoas interrogam-se: como é que uma junta que não mostra resultados durante tantos anos, com um investimento escasso ainda apresenta dívidas na ordem dos 20 mil euros? É incompreensível como isto acontece. Com a boa vontade toda a gente vamos desenvolver a Fatela, apresentar obra e mostrar resultados tendo em conta a situação delicada que temos em mãos”

Declarações já contestadas pelo presidente da junta cessante. José Fiens é peremptório em relação à não realização do “Magusto 2017” nos moldes de anos anteriores

“Se o evento não é efectuado como fizemos nos últimos anos é porque o actual presidente não quis. Em 12 dias coloca-se de pé o certame”, garante o ex-presidente

Quantas às dívidas deixadas pelo executivo que liderou, o ex-autarca recorda que quando, há oito anos, em 2009, tomou posse no cargo encontrou uma dívida de 28 mil e 500 euros a uma empresa de construção civil mais 14 mil da compra de um terreno, vencimentos em atraso a pessoal e outras dívidas correntes

“Fomos pagando ao longo dos mandatos e actualmente deve-se à empresa cerca de 12 mil euros e mais mil euros do terreno”

Em relação à crítica de que nada se fez, o antigo presidente da junta enumera algumas obras: calcetamento do caminho do ribeiro, intervenção na rua das Ferrarias, muros de suporte, a escritura do campo de futebol e do respectivo saneamento, a demolição da casa perto da junta de freguesia com a construção de muros suporte em pedra e a aquisição de uma carrinha, que está a ser paga por prestações e ficaram três para liquidar

“Como em 2015 declarei em entrevista à RCB que não me recandidatava, foi desígnio de todo o executivo diminuir o mais possível as dívidas da junta e não criar mais compromisso aos futuros autarcas da junta, independentemente de que ganhasse as eleições”, refere José Fiens.

 


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