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Sexta, 17 Nov 2017
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SOCIEDADE
“NADA FICARÁ POR ESCLARECER”
Rádio Cova da Beira
Carlos Maia afirma que todo o instituto politécnico de Castelo Branco quer que fiquem clarificadas as dúvidas sobre a forma como há alguns anos atrás foram obtidas licenciaturas na área da protecção civil na escola superior agrária, entre as quais a de Rui Esteves, antigo comandante operacional nacional.
Por Nuno Miguel em 01 de Nov de 2017
No auditório daquele estabelecimento de ensino, que acolheu as comemorações do 37º aniversário da instituição, o presidente do IPCB sublinhou que está a aguardar pelo relatório final da inspecção geral de educação e ciência mas espera que tudo fique clarificado “foi o presidente do IPCB que solicitou, com carácter de urgência, a presença da inspecção com vista ao total apuramento dos factos. Passados três dias dessas noticias houve um inspector que se instalou na escola superior agrária para recolher informação e estamos a aguardar pelo envio do relatório com as conclusões em relação a esse processo. Quero garantir-vos que naquilo que depender do IPCB nada ficará por esclarecer”. 
Na comemoração deste aniversário, o presidente do IPCB não escondeu a preocupação com os sucessivos cortes nas transferências por parte do governo. Carlos Maia sublinha que a instituição tem vivido num contexto de austeridade e onde os montantes transferidos não cobrem a totalidade das despesas com pessoal “tem sido num contexto de austeridade que o IPCB tem desenvolvido nos últimos oito anos as suas actividades de ensino, de investigação, de prestação de serviços à comunidade, com cortes demasiado elevados que chegaram a atingir valores superiores a cinco milhões de euros anuais comparativamente com os valores de 2010. Em igual período as receitas próprias também sofreram uma redução acentuada devido à diminuição das solicitações para a prestação de serviços especializados por parte dos parceiros com quem trabalhamos. Para se ter uma ideia da exiguidade das dotações do orçamento de estado, veja-se que elas apenas cobrem 80 por cento das despesas com pessoal. Tem sido pratica corrente canalizar receitas próprias para pagar salários quando essas verbas deveriam ser utilizadas para aumentar a capacidade de investimento da instituição”. 
Apesar destas dificuldades, Carlos Maia sustenta que o IPCB tem aumentado o número de alunos que chega à instituição. Este ano são cerca de 1400, com uma aposta forte também na captação de estudantes internacionais, sublinhando as parcerias desenvolvidas com o instituto politécnico de Macau e com a câmara municipal de Bissau. Há no entanto um aspecto que necessita de ser revisto com urgência “já fomos alertados pelos próprios candidatos que se verificam dificuldades e até mesmo recusas na emissão de vistos por parte das entidades competentes para que os alunos possam viajar para Portugal. Isso está a acontecer com o Brasil, Cabo Verde e Moçambique e resulta da exigência que as embaixadas estão a fazer no sentido de os alunos terem de fazer prova de que dispõem de pelo menos 550 euros mensais para viverem em Portugal. Isso pode justificar-se para cidades de maior dimensão mas é desajustada para a nossa realidade. Em Castelo Branco um aluno vive com um montante muito inferior a esse. Esta situação é inaceitável”. 
Ao nível da oferta formativa, o presidente do IPCB destaca o curso técnico superior profissional de protecção civil, que começou este ano a ser ministrado no aeródromo de Ponte de Sor, mas também as inovações introduzidas na licenciatura em engenharia industrial “o curso está a funcionar em grande parte nas instalações da «Celtejo». Estamos plenamente convencidos que os principais objectivos do curso, que passam por obter competências em banda larga em âmbitos tão diversos como os da manutenção, robótica, construção mecânica, tecnologias energéticas, aspectos ambientais, processos de fabrico e organização dos sistemas produtivos assim como nas áreas da organização e da gestão serão plenamente alcançados e as competências mais facilmente adquiridas”.
A qualificação do corpo docente é outras das matérias que, de acordo com Carlos Maia “tem sido um desafio constante porque isso representa uma garantia da qualidade das actividades da nossa instituição a todos os níveis”.

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