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Sexta, 17 Nov 2017
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SOCIEDADE
AEBB REUNIU COM O GOVERNO
Rádio Cova da Beira
A Associa√ß√£o Empresarial da Beira Baixa (AEBB) reuniu na passada semana com o Primeiro-ministro e v√°rios membros do governo. Al√©m das preocupa√ß√Ķes com as √°reas que n√£o arderam, a AEBB deixou duas sugest√Ķes para o futuro da floresta: a cria√ß√£o de zonas onde √© proibido arder e de auto estradas da floresta.
Por Paula Brito em 30 de Oct de 2017

Em entrevista à RCB, José Gameiro explica as sugestões que deixou para o futuro.

“Demarcar pontos onde é proibido haver incêndios, a Gardunha seria um caso desses, então é preciso tomar medidas para que não aconteça e serem fortemente vigiadas e tratadas. Outra é a criação de auto-estradas da floresta, tem que haver zonas do território florestal onde haja riqueza, se circule à vontade, onde se coloquem espécies de maior rendimento, onde seja fácil fazer floresta e tirar rendimento dela.”

O encontro, que juntou as associações empresariais da região centro, serviu para anunciar os apoios que existem para as empresas que foram afectadas pelos incêndios do passado dia 15 de Outubro.

Apesar de nenhuma das empresas associadas estar nessas circunstâncias, o presidente da associação empresarial da Beira Baixa deixou uma preocupação relativamente às áreas que não arderam.

“O que é que vamos fazer sobre as zonas que não arderam, sobre as zonas industriais que não arderam, se elas têm condições de ser salvaguardadas para o próximo ano ou não. Aqui há um investimento e um grande trabalho a fazer para que não sejam aí os focos de preocupação para o próximo Verão”.

A região pintada de negro torna menos atractivo o território dando ainda mais força à ideia de que é preciso abolir as portagens na A23. A Associação, que integra a plataforma contra as portagens, já reuniu com os grupos parlamentares para que a medida seja tida em linha de conta no próximo orçamento e aguarda a marcação de uma reunião com a comissão de economia e com o secretário de estado das infra estruturas.

“Com a machadada que o interior levou, que deixa de ser menos atractivo não só para os que ca estão como para aqueles que queremos atrair, as portagens são penalizadoras na circulação de pessoas e mercadorias. A nossa proposta é a abolição e ponto, admitindo que possa haver uma anulação gradual mas sempre com um calendário e objectivo claro.”


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