RCB/TuneIn
Terça, 19 Fev 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
GEOPARK ESTRELA: CANDIDATURA ENTREGUE EM NOVEMBRO
Rádio Cova da Beira
A Associa√ß√£o Geopark Estrela vai entregar em Novembro a candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para a Educa√ß√£o, a Ci√™ncia e a Cultura (UNESCO).
Por Paulo Pinheiro em 27 de Oct de 2017

“Tal como esteve definido desde início, a candidatura da Estrela a Geopark mundial da UNESCO seria entregue em 2017, no período temporal que está definido pela UNESCO, que é de outubro a novembro”, disse à agência Lusa Emanuel de Castro, coordenador executivo da associação.

 

A equipa responsável está “neste momento a ultimar os últimos pormenores e logo no início de novembro será enviada a candidatura para a Comissão Nacional da UNESCO e depois a Comissão Nacional da UNESCO enviará para a sede da UNESCO em Paris [França] ”.

 

A decisão formal da UNESCO sobre a classificação do Geopark Estrela deverá ser conhecida “entre setembro de 2018 ou a primavera de 2019”.

 

“Face às novas exigências, às novas características dos programas da UNESCO, o mais provável é que a candidatura seja validada, ou que tenhamos a classificação, como acreditamos, na primavera de 2019”, vaticina.

 

A criação do Geopark Estrela resulta de uma parceria do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) com a Universidade da Beira Interior e com os municípios de Gouveia, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Seia, Oliveira do Hospital, Covilhã e Belmonte.

 

Os trabalhos da candidatura começaram em 2014. Em 2015, foi assinado o memorando de entendimento com os municípios e, no ano seguinte, foi criada a Associação Geopark Estrela, que tem sede na Guarda.

 

O território que é candidato a Geopark Estrela tem 2.216 quilómetros quadrados de área e 170 mil habitantes.

 

Emanuel de Castro disse à Lusa que a candidatura a Geopark é o “grande projeto estratégico” para a Serra da Estrela no século XXI, por ser “transversal e trabalhado com nove municípios”, e por constituir “uma estratégia de desenvolvimento sustentável com base nos recursos e no potencial” do território.

 

“Aquilo a que nós nos estamos a propor, ou que estamos a propor à UNESCO, é uma estratégia de desenvolvimento sustentável com base nos recursos e no potencial deste território. Passamos a pensar a nove [municípios], passamos a colocar em cima da mesa estratégias transversais a nove e, portanto, conseguimos ganhar escala mais consistente”, justificou.

 

Disse ainda que é um projeto importante, “porque finalmente a Serra da Estrela passa a ter uma marca internacional e uma classificação internacional, validada cientificamente pelo reconhecimento da UNESCO, semelhante às classificações do património da humanidade ou das reservas da biosfera. Passamos a ter uma classificação de Geopark, que é uma classificação territorial”.

 

Segundo o coordenador executivo da Associação Geopark Estrela, será classificado “todo o território” que integra a delimitação, “desde o café da aldeia até ao Vale do Zêzere”.

 

“Não é uma classificação para preservar, é uma classificação que implica a preservação para que se possa valorizar e aproveitar esse património para gerar riqueza e gerar valor acrescentado sobretudo para quem reside neste território”, rematou.

 

 

Com a classificação da UNESCO, a Serra da Estrela passará a integrar uma rede da qual fazem parte 127 geoparques mundiais de 34 países.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados