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Quinta, 25 Abr 2019
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SOCIEDADE
“TEMOS DE IR RAPIDAMENTE PARA O TERRENO”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado do desenvolvimento rural e das florestas garante que até ao próximo dia 10 de Novembro o ICNF vai entregar ao governo todos os relatórios referentes às situações de emergência resultantes dos incêndios florestais que devastaram o país nos últimos quatro meses. O anúncio feito por Miguel Freitas no final de uma reunião que manteve na Guarda com os autarcas que integram a comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.
Por Nuno Miguel em 27 de Oct de 2017

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De acordo com o governante “nós temos que agir muito rapidamente, nomeadamente no que diz respeito à estabilização de emergência e à protecção dos recursos naturais. O ICNF está a trabalhar com os gabinetes técnicos florestais dos municípios para que até ao dia 10 de Novembro todos os relatórios estejam prontos para imediatamente a seguir ir para o terreno e começar a fazer o trabalho que é preciso de protecção das encostas para que não haja derrocadas ou ravinagens que podem também causar danos nas ribeiras e no fornecimento de água”
Miguel Freitas sublinha que as autarquias e as comunidades intermunicipais vão ter um papel determinante no novo modelo de organização florestal do país. Para a estabilização de emergência “temos já uma dotação financeira de 15 milhões de euros mas deixei aqui claro de que se for preciso mais há disponibilidade para isso. Para além disso há também os apoios aos agricultores mas o levantamento dos prejuízos ainda está a decorrer e quando tudo estiver terminado os apoios surgirão. Não haverá falta de dinheiro para os agricultores nas linhas que temos no ministério da agricultura”.  
O secretário de estado das florestas acrescenta que o valor global dos prejuízos ainda está a ser quantificado. Quanto às matas nacionais que também foram consumidas pelas chamas, Miguel Freitas refere que já foram tomadas medidas para minimizar os efeitos negativos “temos um plano de corte nas nossas propriedades que corresponda às diversas funções que a nossa floresta tem e toda a receita que for angariada vai ser reinvestida nessas mesmas matas. Para além disso temos estado a dialogar com as autarquias e com as comunidades intermunicipais para que nos proponham novos planos de gestão florestar e onde já esteja patente um novo modelo que possa ser encarado como exemplo ao nível do trabalho que pretendemos fazer”.  
Já o presidente da CIM sublinhou que há ainda a necessidade de agilizar alguns procedimentos, nomeadamente para que seja facilitado o acesso aos apoios para os pequenos agricultores. Paulo Fernandes manifestou ainda a vontade de a Beira Interior também ser incluído no projecto piloto de cadastro que vai ser desenvolvido nos 10 municípios do denominado incêndio de Pedrógão “nós manifestámos o nosso desejo de também poder ser contemplados mas ele disse-nos que nesta primeira fase vão ser apenas esses dez municípios mas admitiu alargar a medida depois da primeira avaliação que vai ser feita. Nós pedimos-lhes que essa questão possa ser corrigida porque é uma peça chave deste puzzle que é um novo paradigma ao nível da floresta e do ordenamento do território”. 
Os autarcas mostraram-se ainda disponíveis para assumir um papel mais activo ao nível do ordenamento florestal por forma a evitar a repetição do cenário de devastação que se verificou ao longo dos últimos meses.

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