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Sexta, 17 Nov 2017
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POLÍTICA
CMF APROVA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS
Rádio Cova da Beira
Na primeira reunião do mandato, a câmara do Fundão aprovou por maioria a delegação de competências do órgão no presidente da autarquia. Uma proposta que fortemente criticada pelos dois vereadores do PS que votaram contra essa delegação por considerarem que existem várias competências que não deviam ficar sob a alçada exclusiva de Paulo Fernandes.
Por Nuno Miguel em 27 de Oct de 2017
António Quelhas sublinha que “esta proposta só serve para tirar relevância a este órgão. O senhor presidente falou nos processos de obras e de licenciamento mas também podia falar, por exemplo, porque é que não vem a ratificação a esta câmara os processos de empreitadas, aquisições, tudo o que tem a ver com a venda de imóveis e outras competências que também estão delegadas e que o senhor presidente não trás cá. Durante os últimos quatro anos houve algumas vezes que esta bancada ouviu que deviam ir consultar os assuntos à plataforma. Isto está a esvaziar o órgão”. 
Críticas que o presidente da câmara do Fundão rejeita. Paulo Fernandes refere que a proposta de delegação de competências é a mesma que foi aprovada há quatro anos e desafiou António Quelhas a rever a sua posição como membro do executivo “se calhar foi por essa razão, de não ter tido condições políticas para fazer o acompanhamento no último quadro da câmara municipal que o senhor, eventualmente, referiu por duas vezes que já não seria vereador no próximo mandato e não dando qualquer razão para isso. Pelos vistos teve a ver com isso e é a primeira vez que o refere porque a delegação de competências que aqui está é exactamente a mesma que foi apresentada há quatro anos”.
Na resposta o vereador socialista sublinhou que “o senhor começou por dizer que cada um de nós tem a mesma legitimidade de estar neste órgão. A minha legitimidade é igual à sua. Eu admito que o senhor tivesse muita vontade que eu não estivesse no órgão mas eu vou cá estar, vou exercer o meu mandato no quadro do que são os meus valores e a minha forma de estar na vida e o senhor terá que aguentar”. 
“Não tenha problemas com isso”, respondeu Paulo Fernandes. O autarca refere que “tivemos quatro anos de sã convivência em termos do que foram os posicionamentos que tivemos. Não fui eu que referenciei que não tinha condições políticas para estar no órgão. A frase é sua. E as frases, ditas assim dão-lhe um peso de tal ordem que, já que queremos jogar o jogo dos pesos, jogamo-lo”. 

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