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Segunda, 18 Nov 2019
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SOCIEDADE
“A POBREZA NÃO PODE SER UMA FATALIDADE”
Rádio Cova da Beira
Cerca de quatro centenas de idosos, de diversas instituições, participaram no 12º Encontro Distrital de Castelo Branco da Rede Anti- Pobreza, que decorreu no pavilhão multiusos do Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Oct de 2017

O evento, que pela primeira vez foi descentralizado, dado que ao longo de 11 anos sempre decorreu em Castelo Branco, pretendeu também assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se comemorou no passado a 17 de Outubro.

 

Os últimos dados do Eurostat, divulgados a propósito da data, colocam Portugal abaixo da média dos 27 países da União Europeia, com 25,1% da população em risco de pobreza e exclusão social, ou seja, 2,6 milhões de pessoas. A taxa da União Europeia é de 23,4.

 

Números que demonstram que muito está por fazer neste domínio em Portugal. Frederico Reis, presidente da mesa do conselho geral da rede, sublinhou no Fundão a necessidade de se encontrarem formas concertadas para combater este flagelo

“Há uma necessidade de uma estratégia concertada em Portugal para as questões do combate à pobreza e à exclusão. Apelo as instituições de toda a rede que participem que façam parte deste apelo e que quando forem chamados para a concertação de uma eventual estratégia para este fim se envolvam”.   

 

Outros apelos têm sido feito aos governantes desta área para que possam canalizar mais verbas para o sector. Para que as respostas possam ser mais abrangentes são necessários recursos e isso nem sempre é fácil de alcançar, como refere a presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPPS), Maria de Lurdes Pombo

 

“Às vezes não é fácil porque de um lado está o Governo que não dá tudo o que se lhe pede e do outro estamos nós (IPSS) a solicitar mais porque precisamos de dinheiro para que as instituições consigam dar resposta a todas as pessoas que as frequentam”

 

As instituições contam o apoio da Segurança Social para desenvolverem o seu trabalho. A tarefa não é fácil e para o combate à pobreza e exclusão social todos estão convocados. Para o director distrital de Castelo Branco da Segurança Social a pobreza não pode ser uma fatalidade

“A pobreza não deve, não pode ser uma fatalidade. Temos que saber as suas causas e trabalhar para encontrar soluções para que todos possam ter uma vida digna, saudável e feliz. É para isso que a Segurança Social em parceria com as IPSS, com as câmaras municipais, com a rede anti-pobreza do distrito de Castelo Branco, e com outras instituições e colectividades trabalhamos todos os dias para construirmos uma sociedade mais fraterna e solidária”.

 

O Fundão foi o primeiro concelho a receber o Encontro Distrital após mais de uma década a realizar-se na capital de distrito. Face ao balanço do evento, a vereadora com o pelouro da acção social deixou um desafio

 

“Lanço daqui um desafio, ainda com mais força, para que no próximo ano este Encontro Distrital volte a realizar-se neste espaço. Fica o convite porque nós sabemos receber bem e queremos continuar a dar o nosso contributo”.

 

Ao longo do dia a animação musical ficou a cargo de grupo de várias instituições.


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