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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
BOIDOBRA: NOVOS ÓRGÃOS TOMAM POSSE
Rádio Cova da Beira
O presidente da junta de freguesia da Boidobra quer desenvolver um trabalho de parceria com a câmara municipal da Covilhã no sentido de resolver os principais problemas que preocupam aquela vila do concelho.
Por Nuno Miguel em 24 de Oct de 2017
Na cerimónia de tomada de posse dos novos autárquicos naquela freguesia, Marco Gabriel sublinhou que há já vários projectos que estão a ser dinamizados e espera poder contar com a autarquia para apoiar a sua concretização “num clima de saudável convivência institucional e democrática vamos defender sempre os interesses da freguesia e pautaremos a nossa acção por fazer perceber as principais necessidades sentidas pelas pessoas, a priorização dos investimentos a realizar na Boidobra, o alargamento do acordo de delegação de competências acompanhado de mais meios financeiros, minimizando a injustiça que o fundo de financiamento das freguesias cria a quem tem mais população e menos área. Esperamos nestes quatro anos contar com o apoio para obras e projectos que estamos já a preparar ao executivo camarário que foi empossado”.
Mas para além da câmara da Covilhã, Marco Gabriel considera que também há exigências a fazer ao poder central com o objectivo de reforçar a autonomia das juntas de freguesia “não abdicaremos da reivindicação de dotar as freguesias de mais meios financeiros, fazendo aumentar o valor inscrito no orçamento de estado para as mesmas e redefinindo os critérios para a atribuição do fundo de financiamento. No caso do concelho da Covilhã sendo a Boidobra a quinta maior freguesia em população é a décima sétima no que diz respeito à atribuição de verbas deste fundo”. 
O autarca considera que no próximo mandato é possível executar projectos ao nível da mobilidade, requalificação urbana e de espaços públicos, a criação de uma oficina solidária, de uma praia fluvial e uma maior dinamização do potencial turístico da freguesia.Até 2021, Marco Gabriel também espera ver concretizada a requalificação do edifício da junta de freguesia a par de outras necessidades prementes da vila “fruto de um crescimento populacional muito acelerado, faltam ainda equipamentos públicos na área da cultura, do desporto, do lazer e do recreio. Os dados das últimas estatísticas apontam para a existência de mais de 300 crianças com idade até aos nove anos mas não existe a valência de creche na freguesia. Em relação à área social também enfrentamos o desafio de recuperar as valências de centro de dia e apoio domiciliário para poder dar resposta à população idosa”. 
No que respeita à constituição dos órgãos, a proposta para a eleição de Ilda Vaz e Tiago Duarte para vogais da junta foi aprovada com cinco cotos a favor e quatro em branco.
Já em relação à assembleia de freguesia foram apresentadas duas propostas. Na primeira votação registou-se um empate entre as listas apresentadas pela CDU e pelo PS. Numa segunda votação, feita de forma uninominal, Tiago Costa foi reeleito presidente do órgão com cinco votos a favor. O outro candidato, Aurélio Amaral, registou quatro.
Em declarações à RCB o candidato do PS nas últimas eleições autárquicas considera que se tratou de uma expressão democrática e garante uma postura construtiva ao longo dos próximos quatro anos “da nossa parte podem esperar uma posição colaborativa em prol da Boidobra. Queremos trabalhar dentro da assembleia para que esta freguesia seja vista de forma diferente e com mais apoios. Em relação à votação sou um homem da democracia e a minha leitura é que ainda bem que ela funciona”. 
Já o eleito do CDS/PP admite que decorreram algumas conversações entre todas as forças políticas para que a presidência da mesa da assembleia fosse feita de forma rotativa, mas a ideia acabou por não ser consensual. António Freitas considera ainda que a eleição de um deputado para aquele órgão “é um momento histórico; ao longo destas semanas apresentámos várias propostas para a assembleia de freguesia mas não foi possível chegar a um entendimento, que era aquilo que defendíamos, para que a presidência fosse feita de forma rotativa. Isso não foi possível e por isso vamos devolver, com o nosso trabalho, a confiança dos votos que foram em nós depositados e na oposição vamos fazer tudo para que as nossas propostas sejam uma realidade nos próximos quatro anos”.  
Pedro Simões, que também foi eleito para a assembleia de freguesia, depois de ter encabeçado a lista da coligação entre o PSD e o PPM acredita que estão reunidas todas as condições para um mandato profícuo em prol da freguesia “farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a freguesia possa evoluir. Não será por mim que as propostas vão ser inviabilizadas até porque há várias ideias que são comuns a todos aqueles que foram candidatos e que vão no sentido de contribuir para o desenvolvimento da Boidobra. Penso que temos todas as condições para fazer um bom trabalho”.
Na eleição dos órgãos, Ricardo Chorão e Noélia Madaleno foram também eleitos como novos secretários da assembleia de freguesia.

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