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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
OS DESAFIOS DO CONCELHO DO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
A Assembleia Municipal do Fundão, por proposta do presidente da mesa, guardou sexta-feira um minuto de silêncio pelas vítimas mortais dos trágicos incêndios que atingiram o Norte e o Centro de Portugal. Uma “sentida homenagem” que é extensiva a todos quantos foram afectados pelos fogos, disse o autarca.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Oct de 2017

Na tomada de posse dos novos elementos do órgão, Vítor Martins agradeceu a todos os membros que cessaram funções no órgão pelo trabalho desenvolvido, e, numa nota pessoal, um reconhecimento a Luís Gavinhos que exerceu durante quatros mandatos o cargo de primeiro secretário da mesa de uma forma “dedicada, competente, zelosa, e generosa” e que no novo mandato deixa essa função.

Quanto aos novos autarcas eleitos, o presidente da Assembleia Municipal do Fundão espera que levem para o órgão “sangue novo e lampejo para ajudar a levar por diante o concelho do Fundão”.

Para Vítor Martins, o mandato que agora começa tem velhos e novos desafios “críticos e decisivos que temos pela frente”.

No topo das “lutas” o permanente combate contra o menosprezo que a interioridade do nosso país tem tido ao longo de décadas ou mesmo séculos

“Esse é um combate permanente em que cada fundanense tem que por o seu melhor para impedir as trágicas consequências, de resto todos os anos visíveis, para essa secundarização do interior do país que é uma das regiões que mais contribui para a fortíssima identidade portuguesa”.

Um outro novo “e enorme desafio” para os fundanenses, na sequência dos incêndios de Agosto, é a regeneração da Serra da Gardunha, que foi atingida “da forma como testemunhámos dolorosamente”. Um trabalho que, para Vítor Martins, não pode ser somente conduzido pelo voluntarismo local

“Ele (voluntarismo) tem que existir e é bom que todos se mobilizem, sociedade civil, órgãos autárquicos, e que tenham o nervo e a capacidade de agir e de serem proactivos, mas não vai ser possível fazê-lo voluntarismo local. É preciso que as políticas públicas desenhadas pelos nossos poderes centrais tenham em atenção aquilo que são as exigências a recuperação de uma serra como a Gardunha, que é uma serra absolutamente singular no panorama de Portugal e que carece de uma resposta desenhada em função das características da nossa serra e não uma resposta cega de uma receita saída de um qualquer gabinete de consultores”       

Mas o presidente da Assembleia Municipal do Fundão destacou ainda mais dois desafios: a descentralização e a luta pela excelência no concelho.

Em relação à descentralização, que é uma boa notícia, Vítor Martins fez questão de referir a existência de dois tipos

“Há descentralização que é positiva e contribui para o desenvolvimento e para a partilha das sociedades locais no desenvolvimento e há descentralização que pode ser envenenada e que pode trazer novas ameaças e novos problemas a nível regional e local”.

O último desafio prende-se com a exigência de conquistar, cada vez mais, um patamar da qualidade no concelho:

“Não nos contentarmos com o responder apenas, a exigência de responder bem e de o fazer cada vez melhor nas produções locais, nos serviços municipais, nas prestações individuais e colectivas das nossa sociedade, colocar no nosso quotidiano a exigência de qualidade porque é essa exigência qua vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos fundanenses para a melhoria da competitividade da nossa economia local e também para garantir o desenvolvimento sustentável e sustentado”.      

Depois de tomaram posse, os membros da Assembleia Municipal do Fundão votaram a lista única apresentada pela bancada do PSD para a mesa do órgão. A proposta foi aprovada com 31 votos a favor, 14 brancos e um nulo. Vítor Martins continua na presidência da AMF tendo como secretários Carlos São Martinho Gomes, o novo elemento, e Maria do Carmo Nogueira.

Integram a Assembleia Municipal do Fundão 47 membros, apenas um, Jean Barroca, não esteve presente por razões profissionais, sendo que cerca de metade, incluindo os novos presidentes de junta de freguesia, são caras novas neste novo mandato.  

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