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Quarta, 22 Nov 2017
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POL√ćTICA
CMC: OS COMPROMISSOS DO PRESIDENTE
Rádio Cova da Beira
O primeiro compromisso que V√≠tor Pereira assumiu na tomada de posse foi uma forma de estar na pol√≠tica com todos, sem menosprezo pelos advers√°rios. O presidente da c√Ęmara reeleito garantia assim que n√£o vai deixar que a maioria absoluta lhe tolde a sua vis√£o de uma Covilh√£ livre e tolerante
Por Paula Brito em 21 de Oct de 2017

“Pela minha parte afianço aqui esse compromisso de avançar com todos, de promover o diálogo e a discussão serena e produtiva sobre as questões importantes para o futuro da nossa terra. A expressão popular mostrou inequivocamente apoio a uma forma de estar na política que se contrapõe ao autoritarismo, à busca permanente de conflitos e ao menosprezo dos adversários”.

 

O rigor financeiro é outro dos compromissos assumidos pelo autarca que anunciou um plano de reestruturação da divida:

“É nosso desejo abrir um processo de buscas de soluções de gestão financeira de forma a aproveitarmos as condições actuais de mercado de capitais no sentido de melhorarmos a caracterização da divida municipal e os seus encargos. A manterem-se as actuais referências macrofinanceiras e a estabilidade orçamental, é previsível um melhoramento da situação financeira do município a partir do último trimestre de 2018. Com clareza queremos dizer que connosco não haverá repetição de ciclos recentes de descontrolo do endividamento da câmara”.

É durante este mandato que o teatro municipal da Covilhã vai abrir as portas com todas as condições, garante ainda o autarca que vai adjudicar a obra de requalificação do edifício na primeira reunião do mandato

“Quero anunciar a minha intenção de apresentar na primeira reunião ordinária de câmara, no próximo dia 3 de Novembro, a proposta de adjudicação das obras do Centro de Inovação Cultural, o nosso velhinho Teatro Municipal, que contamos esteja concluído em 2019”.

2018 será o ano do lançamento do programa de reabilitação das fachadas na zona histórica da cidade. O centro de inovação empresarial e o centro de inovação social são outros dos projectos que o autarca promete realizar este mandato que agora inicia.

Quanto ao novo executivo, terá quatro vereadores a tempo inteiro

“Precisamos de mão-de-obra e temos mão-de-obra qualificada, temos massa crítica, temos gente competente e capaz e temos que tirar partido do seu know-hom, do seu saber fazer, dos seus conhecimentos e potencial que é enormíssimo”.

A distribuição de pelouros será conhecida no início da semana sendo que Vítor Pereira ficará com 15 dos 43 pelouros, 12 dos quais partilhados.

A tomada de posse foi dada pelo anterior presidente da assembleia municipal da Covilhã, Santos Silva, que numas breves palavras que dirigiu à assistência falou do que espera do novo mandato autárquico no concelho da Covilhã

“Creio firmemente que nos encontramos num momento de substancial amadurecimento cívico e de expressão máxima da cidadania para podermos continuar a tecer o futuro com esperança, persistência, com verdade, lealdade e saber fazer, aliás estes valores frequentemente colocados em causa muitas vezes necessitam de tempo para se desfazerem equívocos e situações consideradas dúbias ou mesmo duvidosas”.

Para além dos cinco eleitos do PS também tomou posse Adolfo Mesquita Nunes assumindo assim o primeiro compromisso de um mandato em que lutará pela concretização de todos os que apresentou aos covilhanenses

“Estou a cumprir com o primeiro dos compromissos eleitorais que fiz o de assumir o mandato de vereador. Faço-o com todo o gosto e procurarei que os 210 compromissos eleitorais que apresentei ao longo da campanha possam vir a ser aprovados por esta maioria socialista e procuro hoje, de forma mais convicta e reforçada, mostrar aos covilhanenses que é possível fazer política de forma diferente e fazer política pela positiva”.

O eleito do CDS-PP lamentou ainda que o panorama político covilhanense seja preenchido por um conjunto de processos criminais, comentando assim o facto da cerimónia de posse estar a decorrer na semana em que Vítor Pereira e o ex-presidente da assembleia municipal foram acusados pelo Ministério Público do crime de prevaricação

“Lamento que o panorama político covilhanense seja preenchido por uma sucessão de processos crime. Acho que a Covilhã merecia mais e melhor e portanto neste momento reforço a minha convicção de que é preciso mostrar aos covilhanenses de que é possível fazer uma nova forma de fazer política”

A cerimónia ficou ainda marcada pela ausência de Carlos Pinto que não tomou posse, ou qualquer outro elemento da lista De Novo Covilhã no executivo. Uma situação lamentada pelo Partido Socialista, na voz de Hélio Fazendeiro

“Quero lamentar profundamente a ausência do cabeça de lista do movimento independente que não tomou posse e por aquilo que fez saber sem nenhum motivo nem razão aparentes. O PS considera ser uma falta de respeito profunda para com os covilhanenses, para com os órgãos câmara e assembleia municipal, juntas de freguesias e sobretudo para com o concelho”.

 

 

 

Carlos Pinto assume o cargo de vereador na CMC, mas esta sexta-feira não esteve presente na cerimónia de tomada de posse.

Em comunicado, datado de 20 de Outubro 2017, o autarca eleito no passado dia 1 de Outubro, refere que “conhecendo em profundidade a acusação do Ministério Público dirigida a quem vai dar posse (o ainda presidente da assembleia municipal) e a um dos empossados (o reeleito presidente da Câmara) – só por espírito de auto-masoquismo contemplativo, que não pratico” estaria presente.

Carlos Pinto refere que na história da Covilhã e dos 305 municípios do país “não há memória de um presidente da Câmara se sujeitar a tomar posse, estando pendente um pedido de perda de mandato- por estar indiciado de crimes praticados no mandato anterior- fazem tábua rasa da gravidade do que se pode ler no despacho”.

Para o eleito pelo movimento “De Novo Covilhã” “não estamos perante bagatelas jurídicas” e a leitura dos factos constantes na acusação “não deixa margem para dúvidas quanto ao que foi planeado minuciosamente, escondido do público e concretizado à revelia do direito e da lei, beneficiando particulares e prejudicando gravemente o município”.

Carlos Pinto não pretende deixar à justiça o que é da política e não esquece a obrigação pública de dizer, que recusou praticar “os mesmos actos ilegais e lesivos do município que me foram propostos ainda no meu mandato”.

O dia da cidade merecia mais, refere o eleito do Movimento, e adianta que dentro de alguns meses nos tribunais “ninguém se surpreenda com o desfecho e não diga que não sabia desta pouca vergonha”.

Nas funções para que foi eleito, dentro de dias, “e face a estes novos e graves pressupostos, que não me podem deixar indiferente- ninguém espera silêncios na exclusiva defesa do interesse da Covilhã”, remata.  


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