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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
FUNDÃO: "COMEÇA UM NOVO CICLO"
Rádio Cova da Beira
Mais investimento e emprego, coesão social e qualidade de vida, são as grandes opções de governação do executivo fundanense para os próximos quatro anos. Objectivos anunciados pelo presidente reeleito da câmara municipal do Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 21 de Oct de 2017
 

Paulo Fernandes, que falava na cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos do concelho para os próximos quatro anos, assegurou ter energia e determinação para continuar a servir os fundanenses que, nos últimos meses, viveram cenários de calamidade e tragédia sem precedentes na história contemporânea. Para o autarca, que agradeceu aos bombeiros, emergência médica, forças de segurança entre outros, o fogo colocou á prova muita coisa “até a nossa soberania. Falhámos enquanto país e o país falhou com muita gente, mas lutámos, uma vez mais, como comunidade que resiste e não desiste”. O edil deixou uma palavra “de sentida homenagem” a todos os que foram afectados pelos incêndios e prometeu que o executivo “se inspirará nos heróis que encontrou” para enfrentar o futuro, nomeadamente na reflorestação da Serra da Gardunha

“A Gardunha activo principal do nosso território será naturalmente uma prioridade da nossa acção. Foi com todos os fundanenses que a procurámos proteger e será com todos os fundanenses que a vamos recuperar”.

Para o presidente da CMF, o poder local é o que melhor corporiza as ambições das pessoas e o que mais pode contribuir para um país coeso e sustentável e, por isso, garante continuar a reivindicar para o Fundão mais competências, meios e autonomia “o percurso do concelho é reflexo de um poder local actual e capaz de se adaptar à evolução das sociedades”.

Nos últimos anos, a agenda do concelho do Fundão foi ambiciosa e desafiante desenhando novas políticas públicas “hoje somos um território de tradição e inovação. Ousamos e arriscámos e hoje estamos melhor preparados para o futuro. Somos um concelho muito mais competitivo”, disse o chefe do executivo fundanense.

Para Paulo Fernandes, o Fundão abre agora um novo ciclo “ de evolução porque é esse o compromisso com os cidadãos: manter o que está bem, melhorar o que pode estar menos bem e criar novas oportunidades”.  

Esta estratégia refere o edil, implica que a governação do concelho continue assente em dois pressupostos basilares: sustentabilidade e a proximidade.

O Fundão, que tem no PDR 20/20 uma verba aprovada de 20 milhões de euros para investir nos próximos anos, tem já elaborado o plano de desenvolvimento urbano, que, de acordo com o autarca fundanense, contempla um conjunto de investimentos execução de mobilidade urbana, reforço dos espaços verdes, requalificação da zona do mercado e que em conjunto com investimento privado vai reabilitar vários imóveis como Cine Teatro Gardunha, Convento do Seixo, o ex-colégio de Santo António, o antigo edifício da Cartel e do Hospital do Fundão

“Este último investimento insere-se num dos grandes desafios para o concelho, talvez um dos maiores desafios para este novo mandato: a valorização e reforço dos cuidados de saúde quer hospitalares quer da saúde primária. Para esta luta, todos, mas mesmos todos, seremos convocados”.

Paulo Fernandes disse ainda que as grandes opções de governação passam pela instalação no concelho de mais empresas, criação de mais emprego e por fazer do Fundão um território ainda mais atractivo, que não feche em si próprio e que continue a promover os seus produtos de excelência “um Fundão mais confortável e agradável” com a aposta também na economia social. “O futuro do Fundão passará pela vontade colectiva”, concluiu.

No executivo há três caras novas: Paulo Águas e Ana Paula Duarte (PSD) e Joana Bento (PS). Para além do presidente, permanecem Miguel Gavinhos, Alcina Cerdeira (PSD) e António Quelhas (PS).


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