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Quarta, 22 Nov 2017
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POLÍTICA
“REGRESSO AO LUGAR ONDE FUI MAIS FELIZ”
Rádio Cova da Beira
Foi com esta frase que Carlos Martins definiu a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos para a união de freguesias da Covilhã e do Canhoso.
Por Nuno Miguel em 20 de Oct de 2017
De regresso à presidência do órgão, depois de quatro anos como vereador na câmara municipal, Carlos Martins elegeu a educação e a acção social como as grandes prioridades para este mandato e pretende estabelecer um entendimento com a autarquia para avançar com a construção de um lar social que possa dar resposta às necessidades sentidas pelas populações “todos nós sabemos que a população da Covilhã é uma população muito idosa, há pessoas que vivem nas suas habitações praticamente isoladas. Também temos pessoas carenciadas que gostariam de estar num lar mas a verdade é que os lares da Covilhã estão completamente cheios. É um dever da junta de freguesia e da câmara municipal, enquanto entidades que prestam apoio social, envolverem-se em diálogo para que possa ser construído um lar na nossa cidade direccionado para essas pessoas. É evidente que a situação financeira ainda não é a melhor mas há instrumentos a que podemos recorrer para que essa obra venha a ser uma realidade”. 
O autarca garante que vai bater-se nos próximos quatro anos pela reposição da autonomia administrativa para o Canhoso e espera, em breve, ver ultrapassado o problema de licenciamento do antigo edifício da junta de freguesia “esse é um dos maiores problemas que o Canhoso tem actualmente mas posso dizer que, de uma forma discreta, quando tive responsabilidades na câmara municipal conseguimos dar andamento a um processo que estava parado. Neste momento estou em condições de assegurar que na semana passada a senhora secretária de estado já assinou favoravelmente o reconhecimento do interesse público daquele espaço e estou em crer que a CCDR também se vai pronunciar muito brevemente para que haja uma solução definitiva para esta situação”. 
Outra das prioridades para o próximo mandato passa pela regularização da situação profissional das trabalhadoras afectas às escolas do primeiro ciclo. Carlos Martins refere que “há pessoas que estão há mais de 20 anos nessa situação de precariedade e isso não pode continuar. Eu estou aqui para ajudar, não é para complicar, mas acima de tudo está a legalidade das situações. Há questões irregulares que tem de ser resolvidas e a melhor maneira que a câmara municipal tem para resolver este problema é abrir concurso para que essas funcionárias sejam admitidas nos quadros e acabar dessa forma com o trabalho precário”.
Na hora de abandonar funções como vereador na câmara municipal, Carlos Martins refere que ao longo do mandato sempre procurou contribuir para o desenvolvimento do concelho e espera que o novo executivo reivindique o regresso à Covilhã da sede da comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e que também concretize a adesão à associação de municípios da Cova da Beira. 
Já o processo de eleição da mesa da assembleia de freguesia acabou por não ser pacífico. Isto porque a proposta apresentada pelo PS, com os nomes de Miguel Rebelo, Cristina Dias e Sílvia Amoroso, mereceu algumas críticas por parte do movimento “De Novo Covilhã”, que pretendia que outras forças políticas estivessem representadas neste órgão. Vítor Tomás Ferreira ainda propôs que a eleição fosse feita de forma uninominal mas a pretensão acabou por não ser aceite “penso que foi um processo muito mal conduzido, houve elementos a serem substituídos mas ninguém percebeu bem a forma como isso se processou. Eu acho que tudo isto devia ser feito de outra forma, foi tudo muito confuso. Isto é tudo PS programado que bate com toda a gente que só não bate com quem lhes fazem frente e que sabem porque fazem isso”.    
Vítor Tomás Ferreira deixou ainda críticas ao comportamento seguido pela bancada do CDS neste processo “quando se apresenta uma lista, a votação tem de ser feita de forma uninominal e os eleitos do CDS, e eu não percebo o que aconteceu, primeiro queriam e depois já não quiseram. Dessa forma inviabilizaram a possibilidade de a assembleia de freguesia ter outras pessoas na mesa e que são representantes de outras forças políticas”.
Críticas que o líder da bancada do CDS/PP rejeita. José Horta sublinha que ainda antes da cerimónia de tomada de posse foram estabelecidos alguns contactos para que elementos da bancada pudessem desempenhar funções na mesa da assembleia mas isso não iria corresponder à vontade expressa nas urnas pela população “o povo da Covilhã votou no CDS/PP para lhe dar um lugar na oposição e é esse lugar que vamos assumir com responsabilidade e de uma forma muito transparente. A ideia que fica aqui desta reunião é que a democracia é uma palavra pouco utilizada e nós queremos inverter esse rumo dos acontecimentos”.
Já o presidente da junta de freguesia sublinha que “de uma forma democrática e aberta conversámos com algumas pessoas que foram candidatas por outros partidos para que houvesse um consenso na eleição para os vogais da junta e para a assembleia. Houve pessoas que agiram de boa fé e outras que já agiram de má fé. Sou houve alguma turbulência porque não houve capacidade de uma determinada pessoas apresentar uma lista porque só tinha dois nomes e precisava de três. A assembleia foi soberana”.
Polémica à parte todos os eleitos garantem que vão trabalhar em pro, do desenvolvimento da freguesia. Jorge Fael, eleito da CDU, pretende corporizar neste mandato o mesmo lema que foi seguido na campanha eleitoral “trabalho, honestidade e competência é o que as populações podem estar de mim ao longo deste mandato. Vamos bater-nos por uma gestão de proximidade, transparente e mais exigente e dinâmica face ao que foi o mandato anterior. Iremos honrar os votos que nos foram confiados e vamos lutar para melhorar a qualidade de vida das populações que vivem, residem, trabalham e estudam na Covilhã e no Canhoso”.
Jorge Saraiva, eleito da coligação entre o PSD e o PPM, vai procurar que o executivo aprove algumas das propostas apresentadas pela oposição ao longo do mandato e promete um trabalho construtivo “vamos fazer uma oposição construtiva e nesse sentido vamos aqui trazer as propostas que faziam parte do nosso programa para que elas possam ser discutidas embora saibamos que só com um eleito não será uma tarefa fácil. O PS foi eleito, embora sem maioria absoluta, mas deve governar e nós cá estaremos para fiscalizar a actividade da junta e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das nossas populações”. 
A proposta para a eleição da mesa da assembleia acabou por ser aprovada com seis votos a favor, dois contra e quatro votos em branco. Já em relação ao executivo da junta é composto por Carlos Martins, Abel Cardoso, Licínio Romão, Sérgio Martins e Sandro Gaio. Uma proposta que foi aprovada com seis votos a favor, três contra e quatro em branco. 

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