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Sexta, 17 Nov 2017
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POLÍTICA
VEREADORES DA OPOSIÇÃO REAGEM À ACUSAÇÃO DO MP
Rádio Cova da Beira
Pedro Farromba, autor da queixa que em 2014 despoletou a investigação que culminou agora com o despacho do Ministério Público (MP) acusando Vítor Pereira e Manuel Santos Silva do crime de prevaricação, vê com preocupação a imagem negativa que passa dos dirigentes políticos da Covilhã nos últimos anos.
Por Paula Brito em 17 de Oct de 2017
 

 “Há bem pouco tempo tivemos notícias do anterior presidente condenado por crimes no exercício de funções, agora temos o actual presidente acusado pelo MP por crimes no exercício de funções, isto é uma imagem muito negativa de uma cidade que se quer capaz de lutar com outras para atrair investimentos e fixar população não pode dar esta imagem dos seus dirigentes políticos”.

Pedro Farromba recorda que apesar de ter sido o único a assinar a queixa não foi o único a denunciar o assunto. “Quando fui chamado para prestar esclarecimentos sobre a queixa que fiz havia seis ou sete queixas anónimas sobre o mesmo assunto, eu fui realmente o único que assinei a queixa porque já havia outros que o tinham feito sob anonimato.”

À RCB Pedro Farromba explica que sempre estranhou o processo recordando o contexto pré e pós eleitoral em que decorreu.

“Houve um convite meu ao professor Santos Silva para liderar a lista à Assembleia municipal, ele disse-me que por motivos de saúde não iria encabeçar a lista nem envolver-se em nada e passado pouco tempo aparece como candidato à assembleia municipal pelo Partido Socialista. O resultado [das eleições] foi o que se sabe, posteriormente começa a ser negociado este assunto na câmara municipal e eu sempre achei que havia muitas dúvidas na forma como isto estava a ser negociado, o que eu fiz foi pedir esclarecimento às instituições públicas de um Estado de Direito para me dizerem se aquilo que estava em cima da mesa estava ou não dentro da legalidade”. Pedro Farromba espera agora que a justiça faça o seu caminho mas que  seja “rápido e esclarecedor a bem do futuro da Covilhã”.

Recorde-se que o Movimento Acreditar Covilhã, no dia da votação representado por Nuno Reis no executivo, votou contra a proposta de acordo com as familiares de Santos Silva, à semelhança de Joaquim Matias. O vereador do PSD,  apesar de não querer prestar declarações sobre o assunto neste momento remete para o que disse na altura. Declarações que aqui recordamos.

“Entendo e entendi que devíamos deixar correr este processo no Supremo Tribunal de Justiça por forma a ser a justiça a decidir. Assim não foi o entendimento do senhor presidente da câmara e da maioria que votaram uma proposta que, quanto a mim, é lesiva dos interesses do município da Covilhã”.

José Pinto, que se absteve na votação, viu com surpresa o despacho de acusação do Ministério Público.

“De certa forma sim, mas estou em crer que terá havido por trás boa fé, contudo é do conhecimento público que a minha opinião não é coincidente com o que foi deliberado, e eu na altura referi o que de certa forma o MP também fala disso que é o facto de poder haver outro processo por parte da família no sentido de obrigar a autarquia a dar uma indeminização por aquilo que foi feito no anterior executivo”.

O vereador da CDU admite que o processo pode ensombrar o arranque do novo mandato “eu só espero que o processo chegue o quanto antes porque o futuro do concelho pode estar em causa, a justiça tem a sua parte a cumprir, eu cumpri a minha parte de acordo com a minha consciência.”

Com os votos favoráveis do PS a proposta foi aprovada também com o voto favorável do então vereador independente Nélson Silva que apesar de não querer falar sobre o assunto sublinha que deve ser a justiça a avaliar o processo.


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