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Sexta, 17 Nov 2017
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SOCIEDADE
INCÊNDIOS: MANIFESTAÇÃO PACÍFICA EM CASTELO BRANCO
Rádio Cova da Beira
Um grupo de cidadãos do distrito de Castelo Branco marcou para o próximo sábado, dia 21 de Outubro de 2017, pelas 16 horas, no Campo Mártires da Pátria, em Castelo Branco, uma manifestação pacífica "contra a incompetência e irresponsabilidade com que tem sido tratado pelo Governo Português o flagelo dos incêndios em Portugal".
Por Paulo Pinheiro em 17 de Oct de 2017

De acordo com os promotores, a manifestação pretende homenagear as pessoas que faleceram "e por quem sentimos profundo pesar", mas sobretudo deixar claro "que não aceitamos lições de resiliência de gabinete, pois os beirões têm uma resistência à adversidade que muitos desconhecem nos salões da capital".

Depois da perda da floresta "que enchia os pulmões do presente e do futuro, que sustentava as nossas gentes" a paisagem e cinza e desolação

"Não hesitaremos em construir e plantar de novo, mas o mínimo que nos podem oferecer é a garantia de que a nossa tenacidade será acompanhada por equivalente empenho e honestidade dos poderes públicos na prevenção e no combate aos incêndios", referem na nota enviada aos órgãos de comunicação social

 

O grupo de cidadãos que organiza a manifestação de protesto espera que dela saia uma mensagem de exigência do apuramento "público e célere, de responsabilidades e o tratamento digno de que somos merecedores. O Governo deve divulgar, com transparência, o que falhou em cada caso e dizer que medidas já tomou ou tomará para que não voltem a repetir-se as tragédias deste ano", defende.

As populações do distrito de Castelo Branco afectadas pelos incêndios do dia 15 de Outubro podem, durante a manifestação, entregar a lista das suas imediatas necessidades dado ser propósito dos promotores da manifestação "criar uma plataforma civil e apartidária de apoio humanitário para se providenciar a recolha de bens".  

O grupo de cidadãos faz o convite a todas as pessoas a participarem na iniciativa, no sábado, "pois o facto de sermos pessoas de brandos costumes, o que é bom, não faz de nós, portugueses e beirões, pessoas sem capacidade de reacção e indignação".

"Se não podemos esperar pelos bombeiros, como nos foi dito, também não podemos esperar pelo Governo. Assumamos como legítimo direito o poder-dever de agirmos em prol das nossas comunidades, mostrando que ainda estamos aqui", conclui

 



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