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Segunda, 06 Abr 2020
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UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
DESAFIO LANÇADO
Rádio Cova da Beira
O vice reitor para a área da investigação da universidade da Beira Interior lançou um desafio aos responsáveis do centro de investigação em ciências da saúde para que o CICS se venha a afirmar como uma unidade de ponta a nível mundial.
Por Nuno Miguel em 15 de Oct de 2017
Na abertura da décima edição do encontro internacional da sociedade portuguesa de células estaminais, Paulo Moniz considera que essa aposta pode ser determinante para a afirmação da UBI no contexto internacional “espero que se tornem num centro de investigação mundialmente reconhecido, em linhas de investigação e de pesquisa e que identifiquem de forma inequívoca esta região e a UBI. Eu trouxe aqui esse desafio de uma forma explícita para que não fique apenas numa conversa de corredor e o meu desejo é que as pessoas que aqui estão, que tem um potencial elevadíssimo, que se desenvolvam e para que a UBI seja um exemplo a nível mundial de competência na área das ciências da saúde”.
Um repto que foi de imediato aceite pela presidente da comissão organizadora deste encontro. Liliana Bernardino sustenta que “é um grande desafio a que se responde diariamente; estamos a falar de uma área muito promissora mas também muito recente. É uma área que levanta sempre muitas expectativas mas que também é preciso ir caminhando com passos concretos e sustentados. Muitas vezes levantam-se questões éticas relativamente à utilização de células estaminais e é necessário sempre ter algum cuidado nesses passos que se dão”.   
Em declarações à RCB, a investigadora referiu que existe um grupo de trabalho dentro do centro de investigação em ciências da saúde que se dedica em exclusivo às células estaminais e os primeiros resultados são muito positivos “nós temos tentado descobrir novas moléculas e novos meios de entrega de fármacos de forma a potenciar a regeneração cerebral. É um trabalho recente que estamos aqui a desenvolver na Covilhã mas que tem estado a dar frutos não só ao nível de publicações mas também de colaboração nacional e internacional com outras universidades”.
Para além da apresentação dos mais recentes resultados de investigação nesta área, o encontro procurou também discutir as estratégias políticas em torno desta matéria. Isto porque, afirma Liliana Bernardino “em investigação científica nada se faz sem financiamento e por isso é importante perceber como é que a política se está a dirigir nesta área para conseguirmos desenvolver estratégias mais frutíferas. Efectivamente este é um problema que temos vindo a tentar ultrapassar ao longo dos últimos anos, nomeadamente procurando novas formas de financiamento para conseguirmos desenvolver o nosso trabalho de investigação”.

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