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Sábado, 22 Set 2018
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SOCIEDADE
LIVRO REFLECTE SOBRE UTILIZAÇÃO DOS ECRÃS
Rádio Cova da Beira
O cyberbulling aumenta em três vezes mais o risco de suicídio nos jovens que são vítimas deste novo tipo de bulling. O dado avançado à RCB por Rosário Carmona e Costa autora do livro “I agora? Liberte os seus filhos da dependência dos ecrãs” que a psicóloga clínica especializada em psicologia da Web e cyberbulling apresentou no Fundão no âmbito da semana do bebé promovida pela Centro Hospitalar da Cova da Beira.
Por Paula Brito em 14 de Oct de 2017
 

 “é uma realidade muito dura, mais frequente do que os pais possam pensar, é diferente do bulling em dois aspectos principais: um tem a ver com o palco porque muito mais gente vê o que é que está a acontecer, outra tem a ver com o controle, nunca se sabe quando começa nem quando vai terminar. A literatura mais recente refere que o cyberbulling aumenta em três vezes o risco de suicídio”.

Aos pais Rosário Carmona e Costa deixa ainda um conselho. À semelhança do que acontece na vida real os pais devem também conhecer a vida virtual dos filhos “quais são os sites que o meu filho visita, quais são os chats em que ele fala, quais são os amigos que tem on line, a maior parte dos pais não sabe dizer o nome do jogo que o filho joga. O primeiro conselho é que conheçam a vida virtual do vosso filho”.

Para esta psicóloga clinica mais do que falar em número de horas de exposição aos ecrãs, é importante falar em regras de utilização desses ecrãs. “Quando é que pode ir quando cumpriu todas as suas tarefas, portanto o facto tempo não é bom indicador. É pior um adolescente estar meia hora no computador exposto a conteúdos que o agridem do que duas horas a fazer uma coisa que não perturba o seu desenvolvimento”.

E agora? É a pergunta que dá o título ao livro e que a própria autora responde? “Agora vamos repensar as nossas práticas educativas, não vamos fugir das novas tecnologias, vamos fazer delas aliadas mas também não pode acontecer o contrário que é fingir que não existem”.

À semelhança do que acontece na vida real os pais devem também estabelecer regras na vida virtual dos filhos.


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