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Segunda, 11 Dez 2017
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SOCIEDADE
“NÃO É ESTA A UNIVERSIDADE QUE QUERO”
Rádio Cova da Beira
António Fidalgo quer diminuir o número de docentes convidados com contratos de trabalho temporário na universidade da Beira Interior. O objectivo foi definido pelo reitor da UBI na sessão solene de abertura do novo ano lectivo naquele estabelecimento de ensino superior da região.
Por Nuno Miguel em 13 de Oct de 2017

De acordo com António Fidalgo existem cursos, como na área das ciências da saúde, em que essa situação acaba por ser normal uma vez que os docentes são médicos de carreira mas há outros cursos, de criação mais recente, em que não pode ser oferecida aos docentes a possibilidade de se dedicarem por inteiro à UBI. Uma situação que o reitor quer ver alterada “não é esta a universidade que quero e que, creio que todos nós queremos que a UBI seja; uma universidade com um corpo docente inteiramente dedicado à missão de ensinar num ambiente de investigação. Obviamente que entre os docentes convidados há situações completamente distintas. O problema coloca-se quando jovens e menos jovens docentes gostariam de, por vocação, dedicar-se inteiramente à universidade e o que se lhes pode oferecer são contratos parciais e temporários. Isso acontece sobretudo nos cursos de criação mais recente como design multimédia, design de moda, cinema, arquitectura, ciência política e relações internacionais”.

 

Para além deste problema, o reitor da UBI sustenta que há necessidade de rejuvenescer o corpo docente nos departamentos de física, química, engenharia têxtil e engenharia electromecânica. Por isso vai ser feito um esforço de contratar novos docentes dentro das limitações que existem em termos orçamentais “claro que queremos contratar docentes e, mais do que querer, precisamos de os contratar. Neste momento estão a decorrer concursos para sete vagas de professor auxiliar e iremos abrir mais até final deste ano civil. Iremos tão longe quanto os condicionamentos do subfinanciamento crónico da universidade nos permitirem”.

 

Desde 2010 que as transferências do orçamento de estado para a instituição tem vindo a ser diminuídas. A UBI não submeteu a proposta para 2018 à direcção geral do orçamento e depois de reunir com a comissão de cultura e ciência na assembleia da república, António Fidalgo mostra-se esperançado numa revisão da situação. O reitor da UBI sublinha que “a previsão é de que vamos encerrar o ano 2017 com um défice orçamental de um milhão e 250 mil euros. Esta é a realidade, o garrote financeiro que ameaça seriamente a UBI. Não luto por mais financiamento para ter mais dinheiro em caixa ou mais saldos. Luto por um orçamento justo, que não nos discrime face a outras instituições de ensino superior, para podermos contratar mais professores, rejuvenescer o nosso quadro docente e prestar um melhor serviço e formação aos nossos estudantes”.

 

Apesar das dificuldades, António Fidalgo mostra-se muito satisfeito com a taxa de colocação de novos alunos na primeira e segunda fases do concurso nacional de acesso, permitindo à UBI marcar como nunca a vida da cidade “é com grande alegria que vejo a universidade cheia de vida neste início de ano lectivo. Das 1245 vagas disponíveis no concurso nacional de acesso vimos preenchidas na primeira fase 1186. A estes somamos os mais de 200 alunos já inscritos ao abrigo do estatuto de estudante internacional. Nunca como agora houve tanta vida dentro da UBI. Temos as residências de estudantes completamente cheias e com listas de espera, cantinas e bares com fila à hora das refeições. E nunca como hoje foi a vida da cidade marcada pelo ritmo académico”.    

 


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