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Sexta, 15 Dez 2017
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SOCIEDADE
PARCERIA PARA MELHORAR ESCOLA DA GUINÉ
Rádio Cova da Beira
O Agrupamento de Escolas do Fundão (AEF) acolhe até ao próximo dia 4 de Novembro uma comitiva da escola de Comura, na Guiné Bissau, que durante dois meses está a adquirir experiência a vários níveis com o objectivo de melhorar a escola daquela comunidade católica.
Por Paula Brito em 12 de Oct de 2017

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A ideia surgiu em 2016 do médico João Luís Batista, da organização Médicos do Mundo, que trouxe ao Fundão o director da escola guineense Frei Carlos que ficou encantado com as condições de ensino da escola fundanense que gostaria de ter “nem que fosse um pouco” na sua escola. A partir daí surge uma parceria tripartida entre o Agrupamento de Escolas do Fundão, então liderado por Armando Anacleto, a Universidade da Beira Interior (UBI) e a Fundação Pina Ferraz em Penamacor.

“A UBI relativamente às áreas da tecnologia, o AEF relativamente às áreas pedagógicas e de formação escolar e a Fundação Pina Ferraz para construir uma cozinha e um refeitório, o projecto está feito e em breve começa a ser concretizado”.

Indina Calina é a responsável pela gestão e administração da escola de Comura que tem 1.300 alunos, do ensino básico ao secundário, 48 professores e 14 funcionários. Há um mês no Fundão, foram muitas as ideias que recolheu para poder adaptar à escola guineense “na nossa escola temos pouco recursos, como é o caso dos computadores, a tecnologia é muito pouca na nossa escola e aqui estou a familiarizar-me com esta forma de trabalhar que vai-me ajudar muito assim como outros documentos da organização da escola que são muito importantes, já aprendi na verdade muitas coisas”.

Adelaide Embaixa é professora de físico-química, tem assistido às aulas, tem sido acompanhada por professores da sua área na escola do Fundão onde admite está a aprender de tudo.

“Eu estou a aprender de A a Z porque na Guiné não há laboratórios nas escolas eu formei-me sem nunca poder realizar nenhuma experiência. Aqui estou a aprender tudo: como funcionam os laboratórios, as regras de trabalho e segurança,  os materiais laboratoriais, os reagentes, fazer algumas experiências, simples, que podemos lá adaptar à nossa realidade”.

Silvino Eugénio Ialá é professor de português na Guiné Bissau onde as mais de 20 línguas étnicas e o crioulo, transversal a todas elas, dificultam o ensino do português, a língua oficial da Guiné Bissau.

“Apesar de tudo isso a língua portuguesa tem tido um avanço muito positivo do ponto de vista do seu uso, nós na nossa escola temos tido uns progressos no uso da língua portuguesa. Aqui estou a aprender muita coisa, do ponto de vista didáctico, pedagógico, estou a fazer uma reciclagem para reforçar o que fazemos na Guiné para que as crianças possam cada vez mais falar e expressar-se em português.”

O projecto está a tentar ir mais além proporcionando o equipamento necessário para a montagem de um laboratório na escola, uma fotocopiadora e computadores.

“Este projecto está a tentar encontrar parceiros que permitam ajudar a montagem dos laboratórios com todo o equipamento básico necessário para o funcionamento das ciências experimentais, também estamos a fazer uma recolha de computadores que aqui podem já não ter a utilidade necessária mas que para eles poderão ser de grande utilidade.”

Em breve, segundo Armando Anacleto, também será possível apadrinhar uma criança da Guiné. A ideia é com apenas 110 euros por ano proporcionar os seus estudos durante um ano lectivo, outra das vertentes desta parceria que trouxe ao Fundão uma comitiva da escola de Comura que está na região desde o passado dia 4 de Setembro.   


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