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POLÍTICA
COVILHÃ: FUNERAL DO PSD COMEÇOU EM 2013
Rádio Cova da Beira
Joaquim Matias considera que o facto de o PSD não ter conseguido eleger nenhum vereador para o novo executivo da câmara municipal da Covilhã é o reflexo de um processo de desagregação interna que começou ainda antes das eleições autárquicas de 2013.
Por Nuno Miguel em 11 de Oct de 2017

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Em declarações à RCB, o ainda vereador social democrata no executivo recorda que há quatro anos chamou a atenção para o que estava a acontecer no interior do PSD e o tempo veio dar-lhe razão “em 2013 alguém tomou uma opção no sentido de dividir o partido e quando a mim essa divisão que houve desde essa altura, corporizada em pessoas que tiveram responsabilidades autárquicas e até nos órgãos concelhios e nacionais do partido, começaram ai a fazer o funeral do PSD. O funeral aconteceu agora nas eleições de 2017 e tudo o que aconteceu veio dar-me razão quando eu afirmei em 2013 que quem dividiu o partido queria ser candidato em 2017. E a verdade está ai, nua e crua”.  
Para Joaquim Matias os resultados eleitorais revelam que “o PSD na Covilhã tem de renascer, praticamente da estaca zero, com pessoas novas, com novas ideias e projectos que sejam importantes para o concelho, para a região e para o país. Infelizmente é esta a situação actual e esse trabalho tem de ser feito respeitando a vontade da população que se exprimiu nas últimas eleições”. 
Uma coisa é certa; qualquer que seja o caminho a seguir, Joaquim Matias coloca-se à margem do processo. O ainda vereador na autarquia covilhanense garante que vai colocar um ponto final na vida política activa logo após a tomada de posse dos novos órgãos municipais “ a partir do dia 20 de Outubro de 2017 cessam as minhas funções políticas. Na vida temos de ter a consciência de que há um dia para entrar e há um dia para sair. Desde 1993 até hoje estive muitos anos na câmara e dei o meu contributo ao meu concelho. Para uns não foi um bom contributo, para outros foi, e aquilo que eu fiz foi aquilo que me foi possível dentro das minhas competências”. 
Mesmo depois de a actual concelhia lhe ter retirado a confiança política, em virtude de ter permanecido no executivo depois da ruptura do acordo de incidência governativa, Joaquim Matias garante que não perdeu os ideais social democratas e promete continuar atento à vida política do concelho mesmo sem ter qualquer papel activo.  

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