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Segunda, 16 Dez 2019
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SOCIEDADE
LUAR QUIS TOMAR DE ASSALTO A COVILHÃ EM AGOSTO DE 1968
Rádio Cova da Beira
O plano foi arquitectado pela cúpula da liga de unidade e acção revolucionária, um movimento de oposição ao estado novo e que previa a luta armada para o combater. A história é contada no livro “Uma Nova Concepção de Luta”, da autoria de Fernando Pereira Marques, um dos principais operacionais da LUAR, que nesta obra faz um pouco da história do movimento fundado por Palma Inácio em Paris em Julho de 1967.
Por Nuno Miguel em 29 de Sep de 2017
Em Agosto de 1968 tudo chegou a estar preparado e a escolha da Covilhã não foi feita por acaso “quem esteve na fase de preparação, percebeu que dinamitando umas quantas pontes e acessos seria fácil isolar a cidade quando nos retirássemos. Os líderes da organização sairiam através de transporte aéreo, via aeródromo, e os restantes regressavam aos pontos onde mantinham a sua actividade clandestina e os outros sairiam para fora do país”.
Para além da distribuição de um comunicado à população e do isolamento da Covilhã, Fernando Pereira Marques refere que esta operação pretendia ainda outros objectivos “os mais novos e menos responsáveis, como era o meu caso, distribuiríamos um panfleto e colaríamos um cartaz nas paredes e onde se declarava apoio às greves operárias. Para que tal distribuição pudesse ocorrer sem percalços, tínhamos previsto neutralizar a GNR e a PSP, sendo que entre os objectivos estava ainda passar uma mensagem gravada no posto da Emissora Nacional e «recuperar fundos» nas agências bancárias”.
Fernando Pereira Marques sublinha que esta operação só não foi concretizada porque “algumas semanas antes fomos surpreendidos por uma série de acidentes. Um deles foi um acidente rodoviário em França e o outro foi aqui em Portugal com o carro que nos devia ir buscar à fronteira. Isto provocou que eu, o Palma Inácio e outros tivéssemos sido presos, mesmo recorrendo à resistência armada, na zona de Torre de Moncorvo”.
O fracasso da operação foi assumido pela LUAR num comunicado que também está reproduzido neste livro que, de acordo com o seu autor, não pretende fazer a história de toda a organização mas sim um testemunho na primeira pessoa de alguém que esteve durante vários anos ligado à sua cúpula directiva.

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