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COVILHÃ: O QUE PODE ACONTECER DEPOIS DAS ELEIÇÕES?
Rádio Cova da Beira
O candidato da coligação “Vontade de Mudar” rejeita a possibilidade de existir qualquer acordo de incidência governativa no próximo mandato no concelho da Covilhã. Uma ideia deixada por Marco Baptista no debate promovido pela RCB e que juntou à mesma mesa cinco dos seis candidatos às eleições autárquicas do próximo domingo.
Por Nuno Miguel em 29 de Sep de 2017

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“Se ganhar as eleições como espero não encaro que seja necessário fazer acordos de incidência para governar a câmara municipal da Covilhã. Como já disse nós terminamos este mandato com um acordo desse tipo por entendermos que ele não servia o interesse das populações. Nesse aspecto estamos arrumados e a nossa posição é muito clara, sem qualquer tipo de problemas com o passado”.  
Já a candidata da CDU refere que se não vencer as eleições nunca será uma força de bloqueio ao desenvolvimento do concelho. Mas caso vença as eleições, Mónica Ramoa admite a hipótese de distribuir pelouros aos vereadores da oposição “mesmo que a CDU ganhe com maioria absoluta é sempre tradição das nossas autarquias atribuir pelouros a quem estiver disponível para assumir essa responsabilidade. Se ganharmos sem maioria, também estenderemos esse convite a quem for eleito. Se formos minoria nunca vamos ser um obstáculo à melhoria das condições de vida da população. Ainda neste mandato não tivemos pelouro e não foi por isso que o nosso vereador deixou de trabalhar e de apresentar propostas construtivas em prol do concelho e das suas populações”. 
Adolfo Mesquita Nunes também rejeita a ideia de quaisquer acordos depois da realização das autárquicas. O candidato do CDS/PP garante que se não vencer as eleições vai cumprir até ao fim o mandato como vereador da oposição “se não vencer vou cumprir o meu mandato como vereador da oposição e estarei com o mesmo espírito que tenho estado nesta campanha. Votarei a favor das propostas que entender que são boas para o concelho e votarei contra as que considero que não são positivas. Isto não é um acordo de incidência governativa”
João Corono, cabeça de lista do Bloco de Esquerda, acredita que vai ser eleito vereador da autarquia no próximo domingo e mostra-se disponível para estabelecer entendimentos em defesa do interesse público “tudo o que for de interesse público e vier ao encontro das necessidades das populações podem contar com o caso voto. Eu não quero estar a colocar-me em bicos de pés porque sei que não vou ganhar as eleições mas apontamos à eleição de um vereador e eu sei que posso ser um bom elemento. Mas importa deixar claro que podemos fazer acordos mas com princípios. Para isso contem com o nosso voto. Se fo9r para negociatas, não contem connosco”.   
Carlos Pinto, cabeça de lista do movimento independente “De Novo Covilhã” assume que, se não vencer as eleições, não vai ocupar o lugar de vereador da oposição. Quanto a acordos pós eleitorais, é uma matéria que só pode ser avaliada depois do próximo domingo “faz parte do respeito pelo voto dos cidadãos aguardar pelo seu voto. Só depois, e perante as circunstâncias do voto, é que cada um poderá responder capazmente a essa pergunta”. 
Um debate onde não marcou presença o candidato do PS.

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