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Domingo, 15 Dez 2019
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SOCIEDADE
CANDIDATOS DEFENDEM DIVERSIFICAÇÃO DA OFERTA
Rádio Cova da Beira
O turismo foi um dos temas que marcou o debate promovido pela RCB e que marcou o debate entre cinco dos seis cabeças de lista à presidência da câmara da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 28 de Sep de 2017
Todos os candidatos apostam na diversificação da oferta e no reforço da promoção mas há más opções que foram tomadas no passado, como a extinção da região de turismo da Serra da Estrela, sublinha Mónica Ramoa, da CDU “foi uma má opção entre outras do governo do CDS coligado com o PSD e que muito mal fez ao nosso interior e ao nosso concelho. Nesta área em concreto do turismo, nós defendemos que deve ser uma actividade durante todo o ano, em todo o território e nesse sentido para além de haver vários tipos de turismo são necessárias novas ofertas que chamem as pessoas à região. E isso não pode ser só a neve”.   
Também o candidato do movimento independente “De Novo Covilhã” considera que para além do trabalho a fazer em termos locais, este é um tema que também deve merecer a atenção dos responsáveis nacionais. Carlos Pinto afirma que “temos de valorizar muito daquilo que já foi iniciado, designadamente a arte urbana que foi uma aposta iniciada em 2001 e não uma descoberta dos tempos mais recentes como alguns pensam. Passa por criar meios de difundir a nossa oferta turística de forma organizada, utilizando como é óbvio as novas tecnologias, mas não podemos deixar de apelar a que a acção turística nacional não incida sobretudo no sol e no mar. Nesse sentido há trabalho a fazer por parte dos responsáveis turísticos a nível nacional sendo certo que nós próprios, localmente, também temos trabalho a fazer e que seja complementado com uma oferta global em termos da região”.  
Recorde-se que a região de turismo da Serra da Estrela foi extinta por Adolfo Mesquita Nunes enquanto secretário de estado da tutela. Uma opção que o agora candidato do CDS/PP justifica “se eu achasse que a região de turismo fazia falta não a tinha extinto. Se a câmara da Covilhã achasse que ela fazia falta não teria dito que era uma estrutura inócua e inerte e também não teria querido criar a associação de turismo da Covilhã como quis fazer porque a região de turismo não servia. A Covilhã, depois da extinção da região de turismo, duplicou o número de dormidas. Hoje a promoção turística não se faz com agências regionais e também sublinho que eu já vi os programas de todos os candidatos à câmara da Covilhã e o único que tem dez propostas concretas para a Serra da Estrela é aquele que eu apresento”. 
Já o cabeça de lista do Bloco de Esquerda, João Corono, considera que há ainda outro aspecto que se constitui como um garrote ao desenvolvimento do maciço central; a concessão à Turistrela “em vez de ser um polo dinamizador para o desenvolvimento, tudo o que aparece eles fecham-se e não deixam desenvolver a Serra da Estrela a partir dos 800 metros. Esta situação tem de ser repensada. Claro que não é de competência da câmara mas o município tem possibilidades de mostrar ao governo que esta estrutura está caduca e não funciona”. 
A diversificação da oferta foi o aspecto mais evidenciado pelo candidato da coligação “Vontade de Mudar” entre o PSD e o PPM. Marco Baptista sublinha que “quando falamos do turismo de neve, ele está perfeitamente identificado e consolidado. Temos bons investimentos do sector privado na área da hotelaria que permitem à Covilhã ser o concelho com mais dormidas disponíveis e temos turismo de natureza por explorar. Já há bons exemplos à nossa volta, nomeadamente na marcação de trilhos e dinamização e percursos, e ai a câmara tem uma palavra importante a dizer”.
Um debate onde não marcou presença o candidato do PS. 

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