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Quarta, 11 Dez 2019
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SOCIEDADE
BARRAGEM: CONSTRUÇÃO É DEFENDIDA POR TODOS
Rádio Cova da Beira
Os candidatos à presidência da câmara municipal da Covilhã defendem a uma só voz a construção de uma nova barragem nas Penhas da Saúde. Há no entanto um aspecto que diferencia as propostas, que diz respeito ao alargamento da escala de consumidores.
Por Nuno Miguel em 27 de Sep de 2017

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Marco Baptista, cabeça de lista da coligação “Vontade de Mudar”, sustenta que esse investimento deve ser equacionado no âmbito de um sistema de abastecimento que envolva não só a Covilhã mas também outros municípios “eu entendo que temos que ser mais ambiciosos e a Covilhã poderá perfeitamente, num contexto mais alargado, ter mais consumidores e poder fazer a tal barragem tão ansiada. Será um investimento importante e a Covilhã terá um papel catalisador mas sem se colocar sozinha na solução” 
Mónica Ramoa, candidata da CDU, também é defensora da construção da albufeira desde que esse projecto seja encarado como um instrumento ao serviço do desenvolvimento do concelho “é uma infraestrutura muito importante para o nosso concelho mas também para a região mas não deixamos de ter em mente que uma estrutura dessas, que vai obrigar a um investimento muito elevado, tem de estar ao serviço do desenvolvimento do nosso concelho e não mais uma forma de o predar”. 
Caso seja eleito presidente da câmara municipal, o cabeça de lista do movimento independente “De Novo Covilhã” refere que esse dossier vai merecer atenção prioritária dos primeiros seis meses de mandato. Carlos Pinto refere que “a Covilhã precisa urgentemente da barragem e enquanto andarmos a falar de alteamento ninguém financia a construção da nova. Eu recusei isso porque o problema que temos não iria ficar resolvido. Se a Covilhã não tem neste momento acrescentado um património de 25 milhões de euros é por inabilidade da actual câmara. Por isso a minha declaração é que no prazo de seis meses a Covilhã vai ficar a saber quando é que inauguramos a nova barragem”.  
Também o candidato do Bloco de Esquerda refere que a construção da nova barragem deve ser encarada como uma forma de capitalizar recursos para o concelho. Caso contrário, João Corono refere que a actual estrutura continua a dar resposta às necessidades do concelho se for alteada “se for apenas para abastecimento ao concelho da Covilhã ficou patente na discussão pública que as pessoas que fizeram o último alteamento deixaram-na preparada para ser novamente alteada. Se também for para comercializar para outras zonas, isso deve ser assumido. Mas que não haja a tentação de fazer uma concessão de exploração da Icovi porque esta empresa é que é a dona das barragens. É aqui que estão talvez alguns interesses ocultos”. 
Por sua vez o candidato do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes refere que esta questão tem de ser avaliada sob dois prismas; o da necessidade e o da urgência “na parte da urgência temos a escola de Carlos Pinto, alicerçada em 20 anos de câmara, que defende que ela é muito urgente e temos a escola de pensamento de Vítor Pereira que, com documentos, diz que não é nada assim e que as coisas não estão assim tão dramáticas. Um deles está a mentir. Por isso a primeira coisa que eu tenho de fazer como presidente de câmara é procurar saber sobre a urgência de resolver o assunto. Relativamente à oportunidade da barragem, obviamente que a Covilhã tem a ganhar com o aumento da sua capacidade de armazenamento de água e eu também não escondo que é também uma boa oportunidade de negócio para o município da Covilhã e poder vender água aos concelhos vizinhos. É neste sentido que eu penso que faz sentido olhar para este investimento”.
Um debate onde não marcou presença o candidato do PS.

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