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Terça, 19 Jun 2018
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DESPORTO
ALCAINS - 1 BENFICA E CASTELO BRANCO ¬Ė 1
Justa divisão de pontos no Trigueiros de Aragão… Num dérbi o resultado final é sempre uma incógnita e neste tipo de jogos nem sempre ganha quem está melhor posicionado na competição. Quem esperava mais uma derrota caseira enganou-se… Valter Costa chegou, viu, treinou, perdeu o seu primeiro jogo ante o Vigor e Mocidade e neste fim-de-semana quase conseguia a primeira vitória para o CDA neste campeonato. E só não o conseguiu porque o Benfica e C.Branco tem um bom conjunto e reagiu bem à desvantagem que se registava ao intervalo.
Por Jo√£o Perquilhas em 15 de Nov de 2009

O Alcains parece querer finalmente dar um pontapé na crise e nada melhor que defrontar o seu vizinho e eterno rival para potenciar e motivar as suas tropas. Valter Costa já incutiu raça e querer nos seus atletas, pô-los a jogar bom futebol e teve mesmo oportunidade de elevar a contagem na primeira metade do desafio, tal a forma como pareceram surpreender o seu adversário! Vítor Cunha tinha-nos dito antes do inicio do encontro que os seus jogadores estavam avisados para o que este jogo podia representar para os canarinhos, mas isso não foi suficiente para os livrar de uns primeiros 45 minutos bastante aquém das últimas exibições. Demérito albicastrense? Não! Mérito indiscutível alcainense, dizemos nós…Valeu aos de Castelo Branco a forma como encararam a segunda parte, para assim conseguirem o justo empate…

O Alcains entrou bem na partida e cedo deu mostras que muito havia mudado em relação a jornadas anteriores. Com uma pressão alta não deixou que os de Castelo Branco organizassem jogo ofensivo, o seu meio campo anulava as linhas de passe, ganhava sucessivos lances divididos e com esta postura ganhou metros no terreno e domínio no encontro. E foi assim que nasceu o lance do primeiro golo. Ao 5º minuto os da casa beneficiaram de um livre a mais de 20 metros da baliza de Hélder Cruz, e Tonhito na conversão contou com o desvio do esférico na barreira para bater o guardião albicastrense.

Este golo foi sem dúvida um tónico importante para os pupilos de Valter Costa que obrigavam agora o Benfica a correr atrás do prejuízo. Casagrande soltou o grito de revolta com um remate bem direccionado que Tiago Carvalho cortou pela linha de fundo, mas o sinal mais era indiscutivelmente do Alcains. O Benfica não conseguia ligar os seus sectores, a sua linha intermédia mostrava-se lenta e permissiva e as segundas bolas eram sempre ganhas pelos da casa que de imediato lançavam o ataque preferencialmente pelas alas.

À passagem da meia hora de jogo Rui Paulo esteve por duas vezes à beirinha de ampliar a vantagem e Vítor Cunha mexia no seu xadrez substituindo o desinspirado Fixe por Tiago Marques, tentando assim estancar a maior acutilância ofensiva que os donos do terreno conservavam. Esse desiderato foi conseguido e o intervalo chegaria sem mais lances de frisson junto das áreas, pelo que a vantagem do Alcains se ajustava ao que se tinha passado.

Para a segunda metade o Benfica voltou diferente para melhor. A atitude de alguma passividade deu lugar a uma intensa procura da posse de bola e com isto equilibrou primeiro, para depois assumir as despesas do jogo em busca da igualdade. O Alcains aceitou esta postura encarnada e ficava à espreita do contra ataque, que contudo não conseguia efectivar, porque agora os papéis invertiam-se. A batalha do meio campo estava a ser ganha pela equipa forasteira que passava então a apoquentar assiduamente a defensiva canarinha.

Aos 63`Samuel Rocha serviu Fabrício para este cabecear para as mãos de Artur e a este lance sucederam 20 minutos de bom futebol albicastrense que no entanto a defesa bem comandada por Betinho ia sacudindo. A 15 minutos do final o Benfica reclamou grande penalidade por empurrão a Fabrício quando este se aprestava para visar a baliza de Artur, mas o árbitro mandou jogar apesar dos protestos. A nós pareceu-nos que de facto Fabrício sofreu um empurrão pelas costas mas assim não o entendeu Ricardo Fernandes que mandou prosseguir o jogo.

Com o final do jogo a aproximar-se Vítor Cunha apostou tudo e inclusive mandou jogar o capitão Ricardo António na posição de ponta de lança. E em boa hora o fez porque foi de uma sua acção que o empate foi conseguido. Ao 84`o experiente central ganhou posição na área contrária, tirou Betinho do caminho e depois solicitou a entrada de Fabrício que com um desvio com o peito (ou seria com o braço?) devolveu o empate à partida. Foi a vez de os protestos pertencerem ao Alcains, mas uma vez mais o árbitro da partida entendeu não ter existido qualquer lance faltoso e o jogo prosseguiu.

Daí até final o jogo repartido não criou mais nenhum lance de apuro para qualquer das balizas e o empate a uma bola acabaria mesmo por ser o desfecho que, quanto a nós, é justo.

A arbitragem de Ricardo Fernandes e seus pares foi contestada em 2 lances, um para cada equipa. Em ambos estava muito próximo e foi peremptório na sua decisão, pelo que lhe damos o benefício da dúvida. No aspecto disciplinar esteve quase sempre bem apesar das muitas cartolinas amarelas exibidas, pelo que a nota é positiva. Não foi por ele que o gato foi às filhós

João Perquilhas/Miguel Malaca


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