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Terça, 17 Out 2017
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SOCIEDADE
COVILHÃ: “DATA CENTER” MARCOU DEBATE DA RCB
Rádio Cova da Beira
A “Altice” tem já em fase adiantada um estudo no sentido de transferir para o “Data Center” da Covilhã todos os dados mundiais da empresa. O anúncio foi feito pelo candidato independente “De Novo Covilhã” num debate promovido pela RCB e que juntou à mesma mesa cinco dos seis candidatos à presidência da autarquia.
Por Nuno Miguel em 24 de Sep de 2017
A questão foi introduzida no debate pela cabeça de lista da CDU. Mónica Ramoa sustenta que a Covilhã perdeu um equipamento, o aeródromo municipal, para a construção do “Data Center” e as promessas de emprego e desenvolvimento “ficaram muito aquém daquilo que então foi anunciado, com postos de trabalho directos e indirectos. Neste momento trabalham ali cerca de 100 pessoas e foi mais uma intenção que se ficou por ai tendo-se destruído um equipamento que, com algumas obras de requalificação, poderia hoje dar outras vantagens ao nosso território”.
Adolfo Mesquita Nunes, candidato do CDS/PP, entende que o próximo executivo municipal deve exigir à empresa o cumprimento de todo o contrato de contrapartidas, não questionado a importância do investimento para o desenvolvimento da cidade “a circunstância de ter sido o Carlos Pinto, hoje meu adversário, a conseguir trazer este investimento para a Covilhã é me indiferente para a avaliação positiva que eu faço do investimento, discordando da sua localização. Mas a localização não é algo que esteja em questão nestas eleições. A Covilhã deve insistir no cumprimento do contrato, e deve ter mecanismos para o fazer, deve manter oi instrumento de gestão territorial que abrange aquela zona para ali se continuar a expandir do ponto de vista empresarial e não deve olhar para esta conversa de que é uma obra do Carlos Pinto e portanto temos que dizer mal dela. Esta não é a minha forma de olhar para a câmara”.
Também o candidato da coligação entre o PSD e o PPM, Marco Baptista, entende que o próximo executivo deve pugnar pelo cumprimento do contrato, ao contrário do que foi feito pelo actual executivo “o presidente da câmara tem de ter capacidade para falar com esse parceiro, que é um agente económico que está na nossa cidade e onde foi feito um investimento importante. Se existe um contrato de contrapartidas, temos que puxar dele e se não estiver a ser cumprido a câmara deve ter mecanismos legais para o fazer. Não contam comigo para rasgar contratos ou para criar confusão onde ela não existe. Com diálogo tudo poderá acontecer”.
Já o candidato do Bloco de Esquerda, João Corono, entende que foram concedidas demasiadas regalias para fixar este investimento na Covilhã “aquilo teve demasiadas mordomias e se a empresa não está a cumprir com aquilo que foi estabelecido no contrato as mordomias devem acabar. Ou eles cumprem ou a quantidade de água, os terrenos e a isenção do IMI temos de as colocar em questão porque há uma das partes que não está a cumprir. No mínimo que se faça isso”.
Carlos Pinto, cabeça de lista do movimento independente “De Novo Covilhã” sublinha que actualmente o “Data Center” já emprega cerca de 300 pessoas e acusa os restantes candidatos de falta de conhecimento sobre o que está em causa “quando se fala de mordomias fala-se do terreno que foi cedido, que não havia outro, 100 mil euros de IMI e 75 mil euros de água. Ponto. E o contrato previa que a empresa desenvolvesse à frente, em terrenos da câmara e com as respectivas contrapartidas, um polo tecnológico com os fornecedores e isso não foi feito. É essa a minha mais valia, se for para a câmara, porque a «Altice» tem neste momento já muito avançados os estudos para transferir todos os dados mundiais para o «data center» da Covilhã, começando já a construir um segundo bloco o que significa entre 300 a 400 novos empregos”.
Um debate em que não marcou presença o candidato do PS.

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